segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Museu mexicano reúne mais de 40 mil brinquedos antigos

DA EFE

Frente ao sucesso dos videogames e de brinquedos eletrônicos no Natal, um museu transporta nostálgicos aos felizes anos da infância por meio de seus mais de 40 mil brinquedos antigos.

Há 50 anos, o colecionador mexicano Roberto Shimizu guardou seu primeiro brinquedo, um carro de metal inglês Rolls Royce fabricado em 1940. O carrinho foi a primeira peça do Museu do Brinquedo Antigo do México.

No local, destacam-se ainda a mais antiga boneca do México e a coleção dos menores trens com motor do mundo. Também há bonecas de trapo e carrinhos de madeira com mais de 100 anos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

XXII CONGRESSO INTERNACIONAL DE BRINQUEDOTECA

Plano Nacional pela Primeira Infância foi lançado ontem

BRASÍLIA – Será lançado nesta terça-feira (7), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Plano Nacional pela Primeira Infância. Elaborado pela Rede Nacional Primeira Infância, o documento aponta diretrizes para atender as necessidades de crianças brasileiras com até 6 anos de idade.

De acordo com o secretário da rede, Vital Didonet, a faixa etária é considerada decisiva na formação da criança. “Esta é a fase da existência humana que mais determina a personalidade, a inteligência, o equilíbrio emocional, a integração social e a formação de valores”, explicou.

O plano avalia os progressos conquistados nos últimos anos em indicadores de desenvolvimento infantil e aponta os problemas que continuam afetando a vida das crianças. A estratégia é auxiliar o cumprimento das determinações previstas na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também de leis setoriais de educação, saúde, assistência e cultura.

“Essa faixa etária vem sendo atendida na área de saúde, de educação, um pouco na assistência social, mas há uma grande quantidade de crianças à margem”, alertou o coordenador da rede. “Precisamos apoiar as políticas que já existem e dar um horizonte atemporal para elas, mostrando áreas que ainda precisam de atuação mais específica”, completou.

Didonet destacou que é preciso maior apoio, por parte do governo, para as famílias brasileiras – não apenas para as mais vulneráveis, como ocorre no Programa Bolsa Família. “Apoio para que elas possam cumprir o papel de primeira educadora. As crianças estão cada vez mais sendo deixadas de lado”, criticou.

O plano já foi entregue ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e deverá entrar na pauta do órgão para aprovação no próximo dia 14. Em seguida, será repassado ao governo federal como proposta de ações e de metas a serem alcançadas até 2022.

“A expectativa é que o governo encaminhe para o Congresso Nacional, para se transformar em lei. Assim, haverá mais força de execução, além de criar uma cultura de planejamento a longo prazo para alcançar as metas sem a descontinuidade tão tradicional na política pública brasileira”, afirmou o secretário.

A Rede Nacional Primeira Infância pretende desenvolver ainda medidas visando à elaboração de planos estaduais e municipais, que adequem as disposições do plano nacional aos diferentes territórios brasileiros.

Composta de 86 organizações governamentais, não governamentais, multilaterais e empresariais, o órgão promoveu, durante dois anos e meio, reuniões, debates, audiências públicas presenciais e pela internet para a elaboração do plano.

Crianças de 3 a 6 anos também participaram, expressando desejos e necessidades por meio de dinâmicas apropriadas para a faixa etária. Entre os temas abordados estão saúde, alimentação, lazer e violência.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A criança e o livro infantil Prof. Luiz Antônio Coelho- PUC RIO

Até há algumas décadas, a ilustração cumpria sua tradicional função – elucidar o texto. Hoje, não é raro encontrarmos publicações, onde a imagem e o texto são, igualmente, responsáveis pela narrativa. Em alguns casos, a imagem toma a frente da narrativa e o texto aparece como um voz em off ou como um roteiro. Em outros casos, como no livro de imagem, a narrativa é construída pela imagem (o texto entra como título, nome do autor e sinopse, por exemplo).
O livro infantil contemporâneo não corresponde, unicamente, a uma concretização de narrativa oral (onde o conteúdo imagético é construído por palavras – imagens verbais), mas à utilização de uma linguagem híbrida e mutuamente dependente, através da interação entre imagem e palavra (ARIZPE e STYLES, 2003).
Para NODELMAN (1988), o livro infantil conta uma história, e esta ficção é, atualmente, muito baseada na informação pictórica. Entretanto, se levarmos em consideração a tradição de obras literárias de ficção em livros sem ilustrações, observaremos que histórias podem ser contadas adequadamente, sem uso da ilustração. Então, por que acrescentar ilustrações ao texto de ficção? Por que ilustrar um livro infantil?
LEIA TEXTO NA INTEGRA CLICANDO NO TÏTULO _TEXTO EM PDF

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Aliança pela Infância, em parceria com a UMPAZ -


Momentos de diversão e criatividade para crianças e adultos!

Os eventos são gratuitos. Não é necessário fazer inscrição.

Esse evento é recomendado para crianças a partir dos 3 anos de idade.

Se não conseguir visualizar o cartaz por favor acesse: http://www.aliancapelainfancia.org.br/eventos_detalhe.php?id_evento=77

Os encontros mensais acontecem sempre aos sábados de manhã de 10:30 às 12:00 no Espaço Sapucaia - biblioteca da UMAPAZ e da Aliança pela Infância.

Qualquer dúvida entre em contato conosco por email: eventos@aliancapelainfancia.org.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um museu na Espanha está expondo brinquedos e bonecos pouco convencionais criados por artistas revolucionários, como Pablo Picasso e Paul Klee.

Clique no título e veja as imagens

Um museu na Espanha está expondo brinquedos e bonecos pouco convencionais criados por artistas revolucionários, como Pablo Picasso e Paul Klee.

A exposição "Los juguetes de las vanguardias" ("Os brinquedos da vanguarda") – em cartaz no Museu Picasso de Málaga – reúne mais de 200 obras e manuscritos de artistas que buscaram inspiração na arte moderna para criar brinquedos.

Segundo os curadores da exposição, muitos artistas foram influenciados pelas teorias de Sigmund Freud sobre a importância da infância no desenvolvimento psicológico dos indivíduos.

Para mostrar as relações entre arte e educação, os curadores reuniram bonecos, teatros em miniaturas, fantoches, jogos, móveis e livros criados por artistas renomados, como Pablo Picasso, Paul Klee, Joan Miró, Henri Cartier-Bresson, Alexander Rodchenko, Bruno Munari, El Lissitzky e Joaquín Torres-García.

A mostra é separada em duas seções. Uma contém brinquedos do final do século 19 e 20. A segunda mostra jogos criados apenas por artistas de movimentos de vanguarda, como Construtivismo, Funcionalismo e Futurismo.

A exposição estará em cartaz até o final de janeiro de 2011, no Museu Picasso de Málaga, na Espanha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brinquedo une mundo real ao virtual -- retirado da folha eia mais á

Brinquedo une mundo real ao virtual
Helicóptero teleguiado chega às lojas do Reino Unido em agosto e usa a tecnologia de realidade aumentada

Denominado AR Drone, o aparelho transmite ao celular informações captadas por suas câmeras e sensores

LUIZ GUSTAVO CRISTINO
DE SÃO PAULO

Os brinquedos acionados por controle remoto, que agradam a garotos e marmanjos, chegam enfim à versão 2.0. Em agosto, será lançado no Reino Unido o AR Drone, helicóptero teleguiado que usa técnicas de realidade aumentada -sistema que combina o mundo real com o virtual.
O nome do aparelho, desenvolvido pela Parrot, empresa francesa de equipamentos eletrônicos, já revela sua origem. Associa a palavra "drone" (avião teleguiado) à sigla em inglês para realidade aumentada.
Pelo iPhone, iPod Touch ou iPad, o jogador controla o brinquedo equipado com câmeras, que captam e enviam as imagens à tela, para que o jogador tenha a perspectiva do piloto do veículo. O aplicativo que o acompanha cria obstáculos e inimigos, que devem ser eliminados com a arma virtual do game.
Essa união de imagens reais com um universo criado por software é conhecida como realidade aumentada. A tecnologia está presente em diversos joguinhos e aplicativos (leia textos ao lado).
Até agora, os produtos da Parrot não era brinquedinhos. De porta-retratos digitais a caixas de som sem fio, a empresa adaptou suas tecnologias tradicionais para desenvolver o AR Drone.
Com lançamento programado para setembro nos Estados Unidos, o helicóptero possui duas câmeras. A principal, frontal, capta as imagens enviadas à tela do controlador. Já a segunda, localizada na parte inferior do veículo, confere precisão aos cálculos de distância na direção vertical.
Com sensores próprios, o helicóptero é capaz de reconhecer outros AR Drones, o que permite também batalhas multijogador.
O aparelho, que será comercializado por US$ 299 a partir de setembro nos EUA, utiliza tecnologia de conexão sem fio para se ligar aos produtos da Apple.
A Parrot promete compatibilidade com outras plataformas dentro de alguns meses. Não há previsão de lançamento do AR Drone no Brasil.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Entre os dias 9 e 10 de agosto, a Rede Nacional Primeira Infância

A Aliança pela Infância apóia a divulgação do evento organizado pela Rede Nacional Primeira Infância:
Oficina de Comunicação em Rede (9 e 10 de agosto em Brasília – DF)


Entre os dias 9 e 10 de agosto, a Rede Nacional Primeira Infância realizará mais uma edição da oficina de Comunicação em Rede. A oficina será iniciada com uma palestra do Professor Cássio Martinho seguida de um curso prático sobre ferramentas de Redes Sociais da Internet com Gustavo Amora, Consultor da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância.

A palestra de Cássio Martinho será realizada no dia 09 de agosto entre 8:30hs e 12:00hs. Será uma exposição sobre Operação e gestão de redes, abordando seus fundamentos, morfologia, gestão e horizontalidade nas organizações. O curso de ferramentas de Redes Sociais da Internet será realizado na tarde de 09 de agosto e durante a manhã e a tarde do dia 10 de agosto.

O objetivo da Secretaria é que os participantes saiam destes dois dias compreendendo uma nova forma de gestão das organizações, principalmente para aqueles que trabalham com articulação de Redes. Também será possível concluir a oficina dominando uma série de ferramentas de articulação e comunicação da Internet por meio de uma experiência prática onde todos vão aprender a utilizar as ferramentas a partir de seus computadores e na medida das sua disposição e interesse.

Inscreva-se

Objetivo da Oficina de Comunicação em Rede

A Oficina de Comunicação em Rede busca responder a essas e outras perguntas baseada no estudo das ferramentas de interatividade da Internet, analisando seu histórico, especificidade, utilização e potencial.

Além disso, o curso revela, a partir de exemplos de acontecimentos políticos do Brasil e de outros países, como estas ferramentas podem ser utilizadas no dia-dia da comunicação das organizações para fortalecer o vinculo com o a sociedade, o relacionamento com os formadores de opinião e com a mídia tradicional.

Como pensar a sustentabilidade das organizações sob o ponto de vista das Redes e o fato de que elas não são ferramentas apenas, mas a condição com a qual se produz conhecimento de forma interativa, autônoma, horizontal e permanente.

Conceitos Principais Abordados

Palestra sobre Redes

Fundamentos do conceito de rede

A morfologia da rede – a conectividade

Rede invisível

Densidade

Gestão e operação do trabalho em rede

O fenômeno das dinâmicas de colaboração horizontal

Das redes operativas às dinâmicas de rede e suas respectivas formas de gestão

Curso sobre ferramentas de Redes Sociais da Internet

- Como a Internet pode ser um grande mecanismo de interatividade e produção autônoma de conteúdos em uma Rede de organizações e dentro cada uma das organizações.

- Como utilizar as ferramentas de Redes Sociais da Internet para melhorar sua comunicação, potencializar suas campanhas, mobilizar seus parceiros e atingir o maior número de pessoas em um curto espaço de tempo e com custo mínimo.

- Por que e como monitorar o que está acontecendo na Internet?

- Como pautar a mídia tradicional a partir dos conteúdos produzidos e divulgados pela Internet?

Equipe

Cássio Martinho é jornalista, consultor e professor. Foi coordenador de redes da RITS – Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rio de Janeiro), onde apoiou a formação e a articulação de redes sociais em vários estados brasileiros. Foi fundador e articulador da Rede Mineira do Terceiro Setor. Atuou como especialista em redes e Terceiro Setor na AED – Agência de Educação para o Desenvolvimento (Brasília), onde concebeu cursos, articulou redes de desenvolvimento local e coordenou a produção de conteúdo do Projeto Comunidade Que Faz/Comunidade Ativa.

Consultor em gestão de redes para uma série de instituições governamentais, ONGs e entidades empresariais, além de uma série de projetos de redes sociais em todo o país. É professor dos cursos de pós-graduação “Gestão Social” (Fundação João Pinheiro) e “Gestão Cultural” (Centro Universitário UMA – BH, MG).

Autor dos livros “Redes – uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização” (WWF Brasil, Brasília, 2003); “Como elaborar projetos e captar recursos” (AED, Brasília, 2002); “Como fundar e gerenciar uma OSCIP” (AED, Brasília, 2002); e “Ser empreendedor no Terceiro Setor” (AED, Brasília, 2002).

Gustavo Amora – Cientista Político e mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e consultor da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância.

Data, local e Inscrições (atenção para alteração do local):

Palestra Operação e Gestão de Redes de Cássio Martinho: Segunda-feira, 9 de agosto, 8:30/12:00. Casa de Retiro do Santuário São Francisco de Assis – CFEC End: SGAN 915 Módulos ABC CEP 70.790-150 Brasília – DF. Mapa aqui.

Serão disponibilizadas 30 vagas, por ordem de inscrição, faça sua inscrição clicando aqui. (Membros da RNPI tem vaga garantida, mas também precisam fazer inscrição).

Curso de Ferramentas de Redes Sociais da Internet: Segunda-feira, 9 de agosto, 14:30/18:00. Terça-feira, 10 de agosto, 8:30/12:00 14:30/ 18:00. Mesmo local.

Serão disponibilizadas 20 vagas, por ordem de inscrição, clicando aqui. (Membros da RNPI tem vaga garantida, mas também precisam fazer inscrição).

Hospedagem e alimentação

Será disponibilizada hospedagem em quartos duplos e alimentação para os parceiros da Rede de fora de Brasília que forem participar do curso. O novo local fica no final da Asa Norte, a 10Km da Rodoviária do Plano Piloto. O local é muito agradável e possui acesso a Internet e alimentação.

Para os demais inscritos, será oferecido almoço e lanches ao longo dos dois dias.

Prática

Descobrindo ferramentas como Twitter, Blogs e ferramentas associadas, cada pessoa utilizará as ferramentas por meio do seu computador pessoal e ao final, faremos atividades de mobilização na Internet para testar nossos conhecimentos e o potencial destas ferramentas.
Carga Horária da Oficina de Comunicação em Rede

16 horas (12 presenciais e 4 a distância). Nas presenciais, 4 serão práticas.

Requisitos

Para a palestra, não haverá nenhum requisito.

Para participar do curso é necessário ter disponibilidade para participar previamente da palestra. Além disso, solicitamos disponibilidade para participar de toda o curso, evitando assim, perda de informação e diminuição do ritmo dos trabalhos no segundo dia.

Para participar da oficina é necessário levar um computador portátil.

Público alvo

Militantes, equipes de comunicação das organizações da RNPI, articuladores e qualquer pessoa que precise lidar com mobilização.

*A oficina será gratuita e os recursos para sua realização são advindos de uma parceria entre a Rede Nacional Primeira Infância e o Instituto C&A.

Serviço:

Oficina de Comunicação em Rede

Organização: Rede Nacional Primeira Infância – RNPI

09/08/10 – 8:30hs / 12:00 – Palestra Cássio Martinho (30 vagas)

09/08/10 – 14:30hs / 18:00hs – Curso de Ferramentas de Redes Sociais da Internet (20 vagas)

10/08/10 – 8:30hs / 12:00hs e 14:30 / 18:00 – Curso de Ferramentas de Redes Sociais da Internet

Inscrições: Clique aqui e acesse o formulário

Local: Casa de Retiros do Santuário São Francisco de Assis – CFEC – Mapa

Módulos ABC – Anexo ao Santuário São Francisco de Assis, SGAN, 915 – Brasília – DF, 70790-150? – (0xx)61 3349-0230?

Dúvidas ou informações, escreva para contato@primeirainfancia.org.br


Atenciosamente,
Equipe de divulgação
Aliança pela Infância no Brasil
www.aliancapelainfancia.org.br
(11) 5853-8082

domingo, 27 de junho de 2010

Projeto polêmico sobre educação é debatido na Câmara

Projeto polêmico sobre educação é debatido na Câmara
por: Criancanoparlamento

“Há etapas no desenvolvimento infantil que precisam ser respeitadas”. A afirmação é de Vital Didonet, representante da Rede Nacional Primeira Infância, que esteve presente na audiência pública realizada hoje (20 de maio) pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados para debater sobre o Projeto de Lei 6.755/2010.

A matéria, de autoria do senador Flávio Arns (PSDB/PR), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dispondo sobre a educação infantil até os cinco anos e o ensino fundamental a partir dessa idade. Desta maneira, as crianças com cinco anos deveriam ser matriculadas no ensino fundamental. É neste ponto que o projeto se torna polêmico.

Para Didonet, assim como para os demais debatedores presentes no evento, o PL 6.755/2010 acaba propondo uma reestruturação do sistema de ensino, que não permitirá uma coerência entre as etapas de desenvolvimento da criança e a série em que ela estará matriculada. “O que está em jogo não é apenas a questão da idade, mas o processo educacional da criança”, destacou Vital.

Ainda de acordo com o representante da Rede Nacional Primeira Infância, não há necessidade de antecipar o ingresso da criança na escola com o objetivo de que ela conclua mais rápido o ensino médio, pois o mercado de trabalho tem de levar em consideração o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que impõe condições especiais para o emprego de adolescentes – que podem ser contratados apenas na condição de aprendizes. Na França, exemplifica Didonet, ao contrário do que ocorre no Brasil, estão propondo que as crianças e os/as adolescentes passem mais tempo na escola.

Carlos Artexes Simões, da Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica – do MEC – afirmou que o Ministério da Educação não encontrou, no projeto de lei, qualquer argumento pedagógico para a inclusão de crianças com cinco anos no ensino fundamental. De acordo com o diretor, o PL pode causar um dano irreparável.

Artexes apresentou um estudo realizado pelo MEC que revela o aumento no número de matrículas no ensino fundamental, o que representa uma efetivação desse nível de ensino estruturado em nove anos. Para se ter uma idéia, em 2005 havia 420 mil crianças (com seis anos de idade) matriculadas no 1º ano do ensino fundamental. Em 2009, mais de 1,5 milhão de meninos e meninas nessa mesma faixa etária cursaram o 1º ano. Ainda em 2009, cerca de 18 mil crianças com 5 anos de idade cursavam este nível de ensino. “A expansão tem que se dar com qualidade”, complementa Artexes.

A representante do Mieib (Movimento Interforuns de Educação Infantil no Brasil), Gisele Souza, afirmou que “não podemos aprovar um PL que não apresenta argumentos pedagógicos. Isso é grave”. Para ela é necessário que a educação infantil seja revista, mas permanecer nesse nível de ensino “não é uma penitência: é um direito”. Gisele acredita que o Brasil já possui um arcabouço de normas relevantes, bastando apenas que tais normas sejam efetivadas.

Carlos Eduardo Sanches, presidente da UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), levou o debate para outra dimensão. Segundo ele, hipoteticamente, mesmo que o projeto fosse aprovado da maneira como está, os municípios não seriam capazes de incluir essas crianças de 5 anos no ensino fundamental, pois não haveria estrutura física, entre outros fatores que não pedagógicos, para tal inclusão.

Sanches afirmou que no Paraná e em Mato Grosso do Sul existem determinações judiciais, motivadas pelas próprias famílias, obrigando a matrícula de meninas e meninos de cinco anos no ensino fundamental. A experiência, ressaltou Carlos, mostra que quanto mais cedo a criança ingressa nessa etapa da educação básica pior é o seu rendimento, pois ela não está preparada para a metodologia utilizada. “Isso é um dado que precisa ser considerado”, afirmou.

Avaliação

O deputado Joaquim Beltrão (PMDB/AL), responsável pela relatoria da matéria na CEC, participou da audiência pública. O parlamentar disse irá levar em consideração, em seu relatório, todos os pontos de vista levantados durante o evento.

“Temos que deixar mais claro o que já foi regulamentado”, destacou o deputado no sentido que é necessário evitar que as “brechas” constitucionais estimulem projetos polêmicos.

O relator do PL 6.755/2010 afirmou, ainda, que fará um substitutivo ao projeto de lei, no qual a idade de ingresso no ensino fundamental deve se dar a partir dos seis anos de idade.

Ângelo Vanhoni (PT/PR), presidente da CEC, elogiou a atuação das entidades que se envolveram na discussão. De acordo com ele, essa mobilização propiciou que o debate interferisse positivamente na tramitação da matéria, que seguirá, após voto do relator, para o Senado Federal.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

11h45 Quinta-Feira, 27 de Maio de 2010 tamanho do texto A- A+ Em João Pessoa, 60 casais estão na lista de espera para adotar uma criança cadastrada

Monique Vilante
ClickPB


O sonho de adotar uma criança pode ser adiado para muitas pessoas. Em João Pessoa, cerca de 60 casais estão na lista de espera e apenas uma criança está cadastrada para ir à adoção. Apesar de ter ocorrido uma ampliação nas preferências, como idade e sexo, o número de crianças disponíveis ainda é baixo.

De acordo com a assistente social do Juizado da Infância e da Juventude da capital, Fátima Cananéa, esta única criança cadastrada é um menino e já está em idade considerada avançada do habitual: cinco anos. Normalmente, as exigências são de meninas recém-nascidas, mas Fátima explica que isso tem mudado, pois a vontade de ter um filho é maior.

“A ansiedade dos adotantes é muito grande, muitos até compram o enxoval antes mesmo de receber a criança. São pessoas que, geralmente, gastaram muito dinheiro com tratamentos para engravidar e que esperam ansiosos pelo primeiro filho”, disse a assistente.


Crianças em abrigos

O resgate dessas crianças para abrigos acontece quando as mães alegam que precisam se organizar e procurar emprego; ou quando são vítimas de maus tratos dentro de casa ou até mesmo abandonadas.

No Brasil, existem muitas crianças em abrigos e poucas para adoção. Em João Pessoa, têm cerca de doze abrigos comportando uma média de duzentas crianças. Fátima conta que esses locais não estão lotados, mas são provisórios. Pela lei, a criança pode permanecer por dois anos num abrigo até que seja retirada. Se os pais ou algum familiar não se responsabilizar pela criança, logo ela será encaminhada para a adoção pelo Ministério Público.

Até o ano passado, havia a adoção consentida, na qual os pais biológicos abdicam do papel de pais e a criança vai diretamente para os adotantes, por uma relação de confiança que há entre as partes. Agora, esse tipo de adoção só pode acontecer com familiares (ver tipos de adoção mais abaixo)*. Fátima analisa e diz que em 2009, se comparado a esse ano, o número de criança está muito abaixo da média.


Acompanhamento

O Juizado da Infância e Juventude faz todo o acompanhamento da criança durante o processo de adoção e adaptação. Fátima diz que é preciso verificar em que condições a criança vai viver e em que ambiente ela será educada, desde seu espaço na casa dos pais até a escola em que irá estudar. Os aspirantes a pais são obrigados a fazer um curso preparatório, que orientará sobre os cuidados com a criança, principalmente sobre a hora certa para revelar a paternidade não biológica.

Para a assistente, muitos desses meninos e meninas carregam traumas psicológicos e necessitam de carinho e atenção. Ela conclui que existem muitos casais dispostos a dar amor a essas crianças. Eles só esperam que a lista aumente para realizar o sonho não só deles de terem um filho, mas de uma criança ter pais.


Quem pode adotar?

Podem adotar uma criança tanto casais como pessoas solteiras; ser maior de 18 anos e ter uma diferença de 16 anos do adotado; qualquer parente pode adotar, menos avôs e irmãos da criança; precisa apresentar boa renda e condições financeiras; não responder a processos criminais; apresentar boas condições de saúde. A partir disso, o juizado marca uma entrevista para verificar a veracidade das informações e só assim o candidato poderá fazer parte da lista de espera.



*Existem três tipos de adoção as quais chamaremos ordinária, consentida e exposta. O tipo da adoção vai depender das circunstâncias em que a criança surgiu ou que caminhos os pais procuraram para a adoção.

Adoção ordinária

É aquela feita todos os dias pela Vara da Infância e da Juventude. A primeira ação dos pretendentes à adoção se inscrevem no Cadastro Nacional de Adoção. Para entrar no Cadastro, é preciso levar à Vara da Infância e da Juventude a documentação necessária. Com a documentação aprovada, os adotantes passam por entrevistas com um psicólogo e uma assistente social. Após essas duas etapas, já está apto a adotar e inscrito no Cadastro.

Os adotantes devem informar que tipo de criança procuram e esse dado vai ser confrontado com os dados das crianças disponíveis para a adoção. Há uma fila de adotantes para aquele perfil de crianças e o casal deve esperar um tempo até que seja a sua vez e a criança esteja disponível. A fila de adotantes mais longa é daqueles que procuram uma menina, até um ano de idade, branca, logo, esse encaixe entre perfil do adotante e da criança costuma demorar um pouco mais.

Quando a criança e o adotante forem compatíveis, eles devem passar por um estágio de convivência, comumente de 15 dias, acompanhados pela Vara da Infância e da Juventude. Após esse período, o juiz anuncia sua decisão quanto à adoção.

O Acalanto não realiza nenhuma ação de apoio judicial nesses casos, mas os adotantes podem procurar o projeto para dúvidas e apoio.


Adoção consentida

A Nova Lei de Adoção modificou o Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069 - em vários aspectos. Há uma discussão forte sobre continuidade da adoção consentida, que antes da vigência da Nova Lei era permitida e muito comum. Na adoção consentida os pais biológicos abdicam do papel de pais e a criança vai diretamente para os adotantes, por uma relação de confiança que há entre as partes.

O Projeto Acalanto Natal entende que o Art. 166 foi ampliado e que adoção consentida foi regulamentada pelo legislador, e não extinta como tem interpretado o judiciário. Esta é uma discussão que ainda deve durar por algum tempo. Para compreender melhor o assunto leia o artigo "ADOÇÃO CONSENTIDA E A NOVA LEI DE ADOÇÃO" .


Adoção exposta

A exposição de uma criança acontece quando ela é deixada na porta de uma casa ou encontrada em abandono. Esta criança deverá ser imediatamente encaminhada a 1ª Vara da Infância e recolhida numa instituição de acolhimento. Caso a família biológica não seja localizada a criança será encaminhada para adoção e figurará na lista de crianças disponíveis.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Obama diz que iPads e xBoxes abrem novos caminhos para educação das crianças

Obama diz que iPads e xBoxes abrem novos caminhos para educação das crianças

Nota hoje no Blue Bus -

O presidente Barack Obama, em discurso aos graduados na negra Hampton University no domingo, disse que "é responsabilidade de todos os americanos oferecer a cada criança uma formaçao (educaçao) que as torne competitivas para participar da economia no momento em que somente 1 diploma escolar nao é mais suficiente". E disse mais - que "a era dos iPads e Xboxes tornou a informaçao menos árida e abre novos caminhos para a democracia". Apontou para os graduados - "You're coming of age in a 24/7 media environment". Com The Huffington Post.

Visitem o site CRIANÇA &MÍDIA ELISA XAVIER CLIQUEM NO TÍTULO- PRESTIGIEM-EXCELENTE-

terça-feira, 11 de maio de 2010

I CONGRESSO FRANCO-BRASILEIRO SOBRE PSICANÁLISE, FILIAÇÃO E SOCIEDADE

CONVITE



O Laboratório de Psicopathologia Fundamental e Psicanálise junto com o Serviço de Orientação à Filiação Adotiva da Clinica de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP em associação com a Equipe de Recherche en Périnatalité, Parentalité et Petit Enfance da Universidade Denis Diderot – Paris 7 e o Groupe de Recherche em Adoption Filiation et Société (SPP/APF), tem a honra de convidá-lo a participar do I CONGRESSO FRANCO-BRASILEIRO SOBRE PSICANÁLISE, FILIAÇÃO E SOCIEDADE, que realizar-se-á no período de 18 a 21 de agosto de 2010, no Recife Palace Hotel, Recife-PE, Brasil.

A preocupação mundial com a infância abandonada e desassistida tem forçado os países a criarem alternativas para garantir à criança soluções adequadas à sua trajetória de vida. A possibilidade aberta pela adoção nacional e internacional é uma das vias possíveis. Nesse sentido, estudos e reflexões sobre este tema permitem implementar ações mais eficazes na construção de uma filiação, base de uma adoção bem sucedida.

O referido congresso pretende num esforço conjunto refletir sobre a clínica da adoção considerando os aspectos psicológicos, afetivos, sociais e jurídicos que envolvem a escolha de pais e crianças, na tentativa de diminuir riscos que impedem essa construção familiar.

O objetivo é manter um diálogo com a sociedade, segundo vários olhares científicos e ou origens epistemológicas para discutir as diferentes perspectivas deste campo e realçar igualmente as características transversais da adoção e da filiação, nas quais perpassam também vários temas e conceitos psicanalíticos, clínicos e jurídicos.