segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Consumo: A violência do consumismo na infância

Consumo - Artigos e Teses

Por Flávio Paiva:

Das formas de violência que têm perturbado a paz no mundo infantil a prática do consumo inconseqüente é uma das mais intensas e danosas. Por ser, a um só tempo, de ordem ética, econômica, política, cultural, social e ambiental, essa espécie de síndrome do ganho com a destruição contribui fortemente para a exaustão dos recursos naturais e das relações sociais.

A antecipação ao consumismo, produzida pela precocidade infantil, e a elevação da expectativa de vida dos seres humanos, passaram a formar uma equação difícil de ser solucionada. Quer dizer: se o consumo exagerado da grande maioria das pessoas passou a começar bem cedo e está durando por muito mais tempo, a sustentabilidade está comprometida.

O comportamento da sociedade brasileira diante dessa situação ainda é muito passivo, embora já existam diversas movimentações que demonstram posturas mais atentas, tais como as que levaram o Ministério da Justiça a estabelecer a Classificação Indicativa para a programação de tevê, e as demandas tratadas pelo Projeto Criança e Consumo, no sentido de suspender peças publicitárias, consideradas abusiva, dirigidas à criança.

Mesmo assim, o número de pessoas que se mobilizam para influir na reversão desse quadro ainda é muito pequeno. Muitas sequer percebem a gravidade do problema e outras tantas até percebem, mas se sentem tão impotentes diante da situação que acabam atrofiando a indignação sob a máscara de vítima. O fato é que, conscientes ou não, todas sentem o problema na sua extensão cotidiana.

Os principais efeitos do consumismo na infância revelam-se na intranqüilidade freqüente e na insatisfação generalizada, resultante da incapacidade das crianças de lidarem com as suas frustrações. Destituídos de seus desejos autênticos, por conta da erotização precoce, da imaginação pré-realizada, da obesidade forçada pelo nerd-sedentarismo e pelas vendas casadas dos fast-foods, meninas e meninos, tornam-se cada vez mais intolerantes e individualistas.

A violência do consumismo na infância tem contribuído para aumentar o estresse familiar e escolar. A sociabilidade é um desafio que passa pela cultura, pela arte, pela contemplação, pelo amor, pela vontade de inventar um outro estilo de vida, onde a natureza mereça respeito, onde o parâmetro humano seja considerado e onde as crianças possam ter o direito de inventar uma experiência para si mesmas, sem o assédio estúpido da pedofilia de mercado.

Flávio Paiva é jornalista, colunista semanal do jornal Diário do Nordeste, autor de vários livros infato-juvenis e é membro do conselho do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana (ong que trata das questões do consumismo na infância) .

Contato: flaviopaiva@fortalnet.com.br
Linque: www.flaviopaiva.com.br
Linque do Instituto Alana: www.alana.org.br
Linque do Diário do Nordeste: www.diariodonordeste.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Livro que satiriza tentativas de pôr crianças para dormir vira best-seller

O livro é o segundo mais vendido da Amazon e será lançado no Brasil em julho
Um livro que narra em versos a odisseia dos pais para colocar uma criança para dormir tornou-se um dos mais vendidos nos Estados Unidos, depois de ter sido pirateado e distribuido ilegalmente pela internet.
Desde o fim de abril, o livro Go the Fuck to Sleep (em português, "Vai dormir, p..."), do americano Adam Mansbach, está na lista dos 100 mais vendidos da Amazon, a maior livraria online do mundo.
Tópicos relacionados
Cultura, Estados Unidos
No entanto, o livro só foi lançado oficialmente no dia 14 de junho, quando chegou ao segundo lugar na lista.
A publicação faz uma paródia dos livros infantis de poesia. Mas nela, pais exaustos e frustrados pedem - usando palavrões - que o filho vá dormir logo e pare de querer levantar da cama.
A linguagem causou polêmica entre associações de pais nos Estados Unidos e em outros países de língua inglesa como a Nova Zelândia, onde uma associação cristã chegou a tentar impedir que a publicação fosse vendida no país.
Sucesso
Descrito pelo autor como "um livro de ninar para adultos", Go the Fuck to Sleep virou um sucesso instantâneo meses antes do lançamento, que seria em outubro e foi antecipado.
Adam Mansbach disse ao jornal britânico The Guardian que a idéia dos versos começou como um post no Facebook em junho de 2010, em que ele anunciava que escreveria um livro com este nome, depois de mais uma tentativa de colocar sua filha Vivien - então com 2 anos - na cama.
“Era uma brincadeira, é claro, porque eu não tinha intenção de escrevê-lo. Mas de repente, todos queriam saber quando o livro seria publicado. Isso me pegou de surpresa, para dizer o mínimo”, disse.
No fim de semana seguinte à leitura de alguns versos do livro em público, o livro de Mansbach chegou aos cinco primeiros na lista de mais vendidos da Amazon, com base somente no número de pedidos de pré-venda.
Semanas depois, o livro foi pirateado e circulou como um arquivo na internet. Em entrevista à versão britânica da revista Wired, o autor disse que chegou a tentar, juntamente com a editora, tirar os arquivos do ar, sem sucesso.
“As pessoas perceberam que (a versão da internet) não era o suficiente. Elas viram que tinham que segurar o livro nas mãos, que era um livro para presentear. O que você vai fazer com um (arquivo de extensão) PDF de baixa resolução? Imprimi-lo, grampeá-lo e dar para alguém no dia dos pais? Acho que não”, disse.
Linguagem adulta
Desde então, a publicação já ganhou uma versão em áudio, produzida pela Audible.com, a divisão de audiolivros da Amazon, e disponibilizada para download gratuito.
A versão é narrada pelo ator americano Samuel L. Jackson e ultrapassou os cem mil downloads em suas primeiras 48 horas no ar.
Na última semana, o cineasta alemão Werner Herzog leu os versos da obra em um evento promocional na Biblioteca Pública de Nova York e a produtora cinematográfica Fox 2000 comprou os direitos de adaptação do livro para o cinema.
Apesar do sucesso, o livro gerou críticas de pais que consideram a linguagem muito rude e inapropriada, mas segundo Mansbach, a resposta negativa à publicação foi minoritária.
Mesmo assim, o autor diz estar preparando uma versão sem palavrões para as crianças. O livro será lançado no Brasil em julho.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Programa Cultura Viva

O Ministério da Cultura foi criado em 1985, pelo Decreto 91.144 de 15 de março daquele ano. Reconhecia-se, assim, a autonomia e a importância desta área fundamental, até então tratada em conjunto com a educação.
A cultura, ademais de elemento fundamental e insubstituível na construção da própria identidade nacional é, cada vez mais, um setor de grande destaque na economia do País, como fonte de geração crescente de empregos e renda.
Em 1990, por meio da Lei 8.028 de 12 de abril daquele ano, o Ministério da Cultura foi transformado em Secretaria da Cultura, diretamente vinculada à Presidência da República, situação que foi revertida pouco mais de dois anos depois, pela Lei 8.490, de 19 de novembro de 1992.
Em 1999, ocorreram transformações no Ministério da Cultura, com ampliação de seus recursos e reorganização de sua estrutura, promovida pela Medida Provisória 813, de 1º de janeiro de 1995, transformada na Lei 9.649, de 27 de maio de 1998.
Em 2003, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aprovou a reestruturação do Ministério da Cultura, por meio do Decreto 4.805, de 12 de agosto.
Portal: www.cultura.gov.br

Programa Cultura Viva

O Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC), assume a cultura, a educação e a cidadania, enquanto incentiva, preserva e promove a diversidade cultural brasileira. Por meio da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, o MinC iniciou, em 2004, a implantação dos Pontos de Cultura, com a missão de desesconder o Brasil, reconhecer e reverenciar a cultura viva de seu povo.
O Programa Cultura Viva contempla iniciativas culturais que envolvem a comunidade em atividades de arte, cultura, cidadania e economia solidária. Essas organizações são selecionadas por meio de edital público e passam a receber recursos do Governo Federal para potencializarem seus trabalhos, seja na compra de instrumentos, figurinos, equipamentos multimídias, seja na contratação de profissionais para cursos e oficinas, produção de espetáculos e eventos culturais, entre outros.
Esta parceria entre Estado e sociedade civil é o Ponto de Cultura, que recebe a quantia de R$ 185 mil reais, divididos em cinco parcelas semestrais. Atualmente, há mais de 2500 Pontos de Cultura espalhados em todo o território brasileiro. Esses Pontos de Cultura foram selecionados por meio de editais - já foram publicados quatro desde 2004 - e por meio das Redes de Pontos de Cultura. Ao lado dos Pontos de Cultura, o Programa Cultura Viva integra outras quatro ações: Cultura Digital, Agente Cultura Viva, Griô e Escola Viva.
Texto de apresentação do Cultura Viva por Célio Turino*

“Precisamos descobrir o Brasil! Precisamos desesconder o Brasil, mostrá-lo para nós mesmos e para o mundo. Precisamos entender o Brasil: em lugar de conceitos rígidos, noções líquidas; em lugar da reta, a curva. Precisamos fundir-nos com o Brasil, tomar um banho em suas águas, que são muitas. Precisamos conhecer mais os fenômenos em ebulição e construir conceitos que se modelem em contato com a realidade viva. Para compreender o Brasil, precisamos nos transformar em poetas. Precisamos transformar o Brasil!
O Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania - Cultura Viva, nasce desse desejo. Por enquanto, o Cultura Viva é um programa do Ministério da Cultura, do Governo do Brasil, no entanto, nosso objetivo é consolidá-lo como política de Estado, desenvolvendo ações transversais entre os Ministérios, estados e municípios. A primeira ação foi assinada com o Ministério do Trabalho e Emprego e vai garantir 50.000 bolsas anuais para jovens do Primeiro Emprego. Na seqüência, parcerias com os Ministérios das Comunicações e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos: ligação por internet em banda larga pelo Governo Eletrônico - Serviço de atendimento ao Cidadão (Gesac) e distribuição de produtos culturais produzidos pelas comunidades; Ministério do Meio Ambiente (Salas Verdes); Ministério da Educação (Escola Viva); Ministério do Desenvolvimento Social (erradicação do trabalho infantil e o Fome Zero); Ministério da Ciência e Tecnologia (Casa Brasil e Telecentros) e todos os outros programas e ações onde a cultura couber (e a cultura cabe em todo lugar).
Para transformar o Brasil é preciso ir além de uma política de Estado, afinal, o Estado ainda é de tão poucos. É preciso transformar o Cultura Viva em política pública efetivamente apropriada por seu povo. “A sociedade é produzida por nossas necessidades, o governo por nossa perversidade” (Thomas Paine, O Bom Senso). Mais que oferecer serviços públicos “para” o povo, é preciso compartilhar, unir afeições, promover felicidade. “A alegria é a prova dos nove” (Oswald de Andrade, Manifesto Antropológico). Qualidades que o povo brasileiro tem de sobra. Porém, o caminho não é fácil.
Ao mesmo tempo em que olhamos para o Brasil e encontramos criatividade e solidariedade, defrontamo-nos com iniqüidade, injustiças, maus cheiros, maus tratos… Milhôes habitando periferias, favelas e cortiços; outros tantos em municípios desassistidos; trabalhadores sem emprego; camponeses sem terra; famílias sem teto; jovens sem perspectiva de futuro; estudantes sem ensino de qualidade; índios sem direitos; um povo mestiço mas sem igualdade racial; os esquecidos; os desvalidos… os sem Estado.
Mesmo assim, o Páis resiste na solidariedade popular. Mães sem emprego cuidam das crianças de mães que encontram trabalho. Aos domingos, amigos fazem mutirão para construir casas. Ao final da jornada, churrasco, samba e cerveja. Os brasileiros são inventivos, empreendedores e alegres. ” Serão os atenienses da América se não forem comprimidos e desanimados pelo despotismo” (José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência do Brasil). Precisamos moldar o Estado brasileiro à imagem de seu povo.
O Cultura Viva deseja contribuir para essa aproximação, em busca de um Estado ampliado. É um programa de acesso aos meios de formação, criação, difusão e fruição cultural, cujos parceiros imediatos são agentes culturais, artistas, professores e militantes sociais que percebem a cultura não somente como linguagens artísticas, mas também como direitos, comportamento e economia. Há muitas ações de combate à exclusão social, cultural e digital já acontecendo. Fala-se da criminalidade e do tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro (e em todas as outras grandes cidades), mas as pessoas envolvidas com isso são minoria. Muito mais gente se mobiliza para recuperar os morros, desenvolver música, dança, teatro… E com estética inovadora! Quem assistiu ao filme Cidade de Deus, se impressiona com a narrativa ágil e os atores vibrantes. Gente das favelas. Na maior favela de São Paulo, Heliópolis, as casas estão sendo pintadas com cores vivas. Unindo a comunidade, um conceituado arquiteto e empresas. No campo, trabalhadores sem terra criam suas próprias escolas educando mais de 120.000 crianças, além de alfabetizar jovens, adultos e idosos. Em um lixão de Maceió há um circo-escola e valentes guerreiras lutando contra a exclusão social. Uma nova postura vem sendo construída em um Brasil escondido.
Por isso potenciar o que já existe. Acreditar no povo, firmar pactos e parcerias com o que o Brasil tem de melhor: o brasileiro. “O melhor do Brasil é o brasileiro” (Câmara Cascudo, folclorista). Mas isso não significa um simples “deixar fazer” , porque, neste caso, os gostos e imposições da indústria cultural acabariam por prevalecer. Da mesma forma, querer levar “luzes”, selecionar cursos e espetáculos que julgamos mais adequados e sofisticados, também continuaria reproduzindo a mesma relação de dependência e subordinação e apenas trocaríamos o dirigismo de mercado pelo de Estado.
Com o Cultura Viva vamos experimentar uma outra alternativa, o desenvolvimento por aproximação entre os Pontos de Cultura. Nossa idéia é a de que a troca, a instigação e o questionamento, elementos essenciais para o desenvolvimento da cultura, aconteçam num contato horizontal entre os Pontos, sem relação de hierarquia ou superioridade entre culturas. Um Ponto auxiliando outro Ponto. Alguns oferecem uma experiência mais avançada em teatro, outros em dança; ações sócio-educativas aprendem com a vanguarda estética que se encontra com a tradição e ajudam a construir o novo. Uma troca entre iguais que aprendem entre si e se respeitam na diferença.
O papel da coordenação do programa é o de localizar e formar mediadores na relação entre Estado e sociedade, aproximando as diferentes formas de expressão e representação artística, bem como diferentes visões do mundo. O programa Cultura Viva ainda não tem uma resposta acabada a todo esse processo que apenas se inicia, mas, tenta identificar caminhos. Ou, pelo menos, identificar aqueles caminhos que não devem ser trilhados.
Na partida, evitamos um estrutura fortemente institucionalizada e hierarquizada, pesada na forma de gestão e controle, muito comum na burocracia pública. Menos consensos fabricados (e sonhos roubados) e mais conexões de trabalho que respeitem a diversidade e a busca de microsoluções para o fortalecimento de redes sociais. Para sedimentar a rede, os Pontos de Cultura.
O nome Ponto de Cultura surge do discurso de posse do ministro Gilberto Gil, “um do-in antropológico, um massageamento de pontos vitais da Nação”. E que Nação é essa? De certo não é uma massa compacta e estática e muito menos um conjunto de estereótipos e tradições inventadas. A Nação para a qual olhamos precisa ser vista como um organismo vivo, pulsante, envolvido em contradições e que necessita ser constantemente energizado e equilibrado. Uma acupuntura social que vai direto ao Ponto. “Quando há vida, há inacabamento” (Paulo Freire, educador), mais processo e menos estruturas pré-definidas, menos fossilização e mais vida.
A rede Cultura Viva deve ser maleável, menos impositiva na sua forma de interagir com a realidade, e por isso, ágil e tolerante como um organismo vivo. O objetivo é fazer uma integração dos Pontos em uma rede global que aconteça a partir das necessidades e ações locais. A interação entre o global e o local deve respeitar o crescimento das ações desenvolvidas em cada Ponto de Cultura, de modo que eles ganhem musculatura e estrutura óssea e conquistem sua sustentabilidade e emancipação. Tal modo de pactuar com a sociedade foi definido como Gestão Compartilhada e Transformadora e envolve os conceitos de empoderamento, autonomia e protagonismo social. Enquanto nos afastamos das velhas “neo” cartilhas, clareamos os conceitos, à medida que a experiência social avança e os fenômenos tornam-se explicitados. Menos receitadores e mais educadores, este parece ser um bom caminho.
Nesta publicação estão algumas idéias, conceitos e ações que nos permitiram iniciar a caminhada: o Ponto de Cultura como espaço de sedimentação da macro rede Cultura Viva - de organização da cultura em nível local e de mediação na relação entre estado e sociedade e entre outros Pontos, constituindo redes por afinidade; a Cultura Digital como um instrumento de aproximação entre os Pontos, que desencadeia um novo modo de pensar a tecnologia, envolvendo generosidade intelectual e trabalho colaborativo(por isso, o software livre, adotado como opção tecnológica e filosófica); os Agentes Cultura Viva como protagonistas de um processo que integra inclusão social, econômica, cultural, digital e política na construção de uma cidadania emancipatória; a Escola Viva como uma ação que integra o Ponto de Cultura à escola, apontando para um outro modelo de envolvimento social com a educação, que vai além dos muros escolares e ganha a cidade.
Definidas estas quatro ações (Ponto de Cultura, Cultura Digital, Agentes Cultura Viva e Escola Viva) observamos que faltava uma integração dialética entre tradição, memória e ruptura. Tradição enquanto ponto de partida, memória enquanto reinterpretação do passado e ruptura enquanto invenção do futuro. Assim, incluímos uma quinta ação, o Griô, que será lançada até o final de 2005 e oferecerá bolsas para os velhos mestres do saber popular: os organizadores de quadrilhas, de folias de reis, congadeiros, artesãos, paneleiras, rendeiras, repentistas, rabequeiros, contadores de histórias, construtores de brinquedos, baianas do acarajé, mestres de capoeira…velhos brasileiros que tanta sabedoria têm a nos oferecer. Cada um receberá um salário mínimo por mês para formar jovens aprendizes e continuar fazendo exatamente o que já fazem. Griô foi a forma abrasileirada que encontramos para a expressão em francês Griot, que designa artistas e narradores de história da África Ocidental, homens que caminhavam (e caminham) de aldeia em aldeia repassando a história de seu povo. Ao transformarmos o Griô em uma ação do Programa Cultura Viva, pretendemos nos aproximar ainda mais do saber popular e nos encontrar com a África.
Unindo o conjunto de ações, um programa na televisão, uma revista, cartazes murais e portal pela internet, efetivando a integração em rede e o protagonismo dos Pontos de Cultura. Assim, mergulhamos em um Brasil profundo, escondido. “Um outro mundo é possível” (Fórum Social Mundial). Esse é o caminho que escolhemos e para o qual convidamos todos aqueles, brasileiros ou não, a caminhar conosco, por uma Cultura Viva.”
* Célio Turino: Ex-Secretário de Programas e Projetos Culturais
Coordenador do Programa Cultura Viva

domingo, 22 de maio de 2011

NOVO CURSO DE PEDAGOGIA NOTURNO DA ANHEMBI ESTRÉIA NA VILA OLÍMPIA

A Laureate -Universidade Anhembi Morumbi- ampliando seu leque de mais fronteiras para o aluno abre seu curso de PEDAGOGIA NOTURNO na VILA OLÍMPIA, no segundo semestre do corrente ano de 2011.
Profesores Mestres e Doutores, com salas amplas e Laboratórios para tecnologia aplicada a educação.
Vislumbre Curricular -INOVADOR -em Libras,Arte e Movimento, enfim, grade Curricular inovadora.
Nossos alunos estão no mercado atuando na área em diversas modalidades, seja, na escola ou em Multinacionais aqui, no Brasil, e no Exterior.
Procure a Universidade http://portal.anhembi.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=165

l Fin De La Infancia Cafe Tacuba

Si nos quieren conquistar,
tendran que quemarnos vivos.
Si nos quieren ver bailar,
a ritmo de cinco siglos.
Al cantar esta cancion tengo algo que contarles,
que desde ahora quiero ser dueño de mis pasos de baile.
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo va a lograr ?
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo van a respetar ?
Yo no me voy a matar,
por convicciones ajenas,
y si acaso alguien murio,
eso confirma la regla,
de que todas estas tendencias,
nunca nos llevan a nada,
de ahora en adelante,
mandalas para su casa.
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo va a lograr ?
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo van a respetar ?
Seremos capaces de bailar por nuestra cuenta ?
seremos capaces de bailar ?
basta ya de interrogar !
La gente dice que el baile,
solo es una diversion,
y artistas extranjeros,
se lleva la comision,
hoy quitare el miedo,
a sentirme en la vanguardia,
sin tener que ir a New York,
para ver alla que pasa.
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo va a lograr ?
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo van a respetar ?
Para que tirar la piedra,
no estoy libre de pecado,
con todos los mestizos,
tambien me maleducaron,
por que ya estoy grandecito,
para decidir mi vida,
quinientos años frustrados,
creo que ya fue gran medida
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo va a lograr ?
Y bailando caballito con la banda cafecitos, como no lo van a respetar ?
Seremos capaces de bailar por nuestra cuenta ?
seremos capaces de bailar ?
Seremos capaces de pensar por nuestra cuenta ?
seremos capaces de pensar ?
basta ya de interrogar !
basta ya de interrogar !

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NOVO CURSO DE PEDAGOGIA NOTURNO DA ANHEMBI ESTRÉIA NA VILA OLÍMPIA

A Laureate -Universidade Anhembi Morumbi- ampliando seu leque de mais fronteiras para o aluno abre seu curso de PEDAGOGIA NOTURNO na VILA OLÍMPIA, no segundo semestre do corrente ano de 2011.
Profesores Mestres e Doutores, com salas amplas e Laboratórios para tecnologia aplicada a educação.
Vislumbre Curricular -INOVADOR -em Libras,Arte e Movimento, enfim, grade Curricular inovadora.
Nossos alunos estão no mercado atuando na área em diversas modalidades, seja, na escola ou em Multinacionais aqui, no Brasil, e no Exterior.
Procure a Universidade.
http://portal.anhembi.br/vestibular/cursos.html

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ARTES e EDUCAÇÃO pelo Gabinete Coordenador de Educação Artística II Congresso Regional de Educação Artística

O Gabinete Coordenador de Educação Artística - GCEA da Secretaria Regional de Educação e Cultura - SREC promove o II Congresso Regional de Educação Artística, no Funchal. O congresso destina-se a professores, investigadores, estudantes, artistas, animadores culturais, agentes culturais e outros profissionais interessados nas áreas da educação e cultura e irá decorrer nos dias 8 e 9 de Setembro, no Madeira Tecnopólo. As inscrições já se encontram disponíveis no site www.congresso-artes.pt.vu ou no edifício-sede do GCEA até 31 de Julho, para o público e até 25 de Julho para os participantes que pretendem efetuar comunicações durante o evento.
O congresso centra-se nas temáticas Desenvolvimento da Criatividade na Educação Artística, Novas Tecnologias nas Artes e Abertura da Escola à Comunidade. Para além do congresso oficial, o evento inclui um concerto; uma feira de edições, a decorrer ao longo do congresso; e a entrega do prémio Educação Artística 2011, que procura premiar e reconhecer um projeto de referência no domínio das artes com ligação ao meio escolar.
Neste congresso o GCEA pretende promover o debate sobre o desenvolvimento da criatividade e autonomia dos alunos, através da educação artística; e a importância das novas tecnologias no ensino artístico. As questões selecionadas são o suporte para o objetivo final: promover e disseminar projetos artísticos escolares, junto da comunidade.
Para promover o debate alargado dos temas expostos, a abertura do congresso fica a cargo de uma personalidade de reconhecida competência científica; são realizadas sessões plenárias para abordar os grandes temas da conferência; e workshops experimentais nas de artes plásticas, dança, música e teatro.
As inscrições são taxadas desde 30 Euros e todas as apresentações devem ser submetidas num resumo de 500 a 600 palavras, em fonte Arial e corpo 12, com espaçamento de 1,5, de acordo com as caraterísticas aprovadas pelo júri científico.
Algumas das melhores comunicações serão seleccionadas para integrar o segundo número de A Revista Portuguesa de Educação Artística que será lançada em 2012.

Por Ana Ventura
(*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FUNDAÇÃO TELEFÔNICA LANÇA LIVRO ‘CONHECER PARA TRANSFORMAR’ Elaboração do guia teve apoio do movimento Juntos pelo ECA

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) ganham agora um instrumento para ajudá-los a estruturar a atuação e a gestão do órgão de uma forma mais estratégica. Trata-se do livro ‘Conhecer para Transformar’, primeiro guia para diagnóstico e formulação da política municipal de proteção integral na área da infância e juventude lançado no Brasil. O guia, com 327 páginas, traz uma metodologia específica para diagnosticar e planejar na área.

A iniciativa é da Fundação Telefônica, com apoio do movimento Juntos pelo ECA, que reúne 14 empresas e instituições que atuam na defesa dos direitos da criança e do adolescente. A metodologia é da Prattein, consultoria especializada, que a utilizou para orientar 73 municípios situados em diferentes Estados e interessados em iniciar ou aprimorar processos de diagnóstico local para a elaboração de planos de ação. O livro será distribuído a todos os CMDCAs do país, ou seja, chegará a mais de cinco mil municípios.

O objetivo do guia é ajudar os Conselhos Municipais a diagnosticar os problemas que atingem a população infanto-juvenil, analisar as condições e capacidades disponíveis no município para enfrentar esses problemas e propor ações que garantam os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A publicação cumpre o papel de ajudar não só os CMDCAs, mas também os demais órgãos municipais envolvidos com a proteção da criança e do adolescente, a olhar para o município como um todo, de maneira integrada.

“É no município que se articula a proteção integral da criança e do adolescente e é para onde deve convergir o diálogo entre todas as instâncias governamentais e não-governamentais voltadas para esse propósito”, defende Sergio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica. Segundo ele, cada cidade deve buscar o fortalecimento da rede de assistência e garantias de direitos, para que esse esforço se traduza na definição de políticas públicas eficazes e num atendimento de qualidade.

Para o investimento social privado, o guia também traz ganhos, na medida em que possibilita uma melhor sistematização do trabalho dos CMDCAs. “É um avanço para os municípios e para as empresas que atuam na área e que querem clareza na estruturação do atendimento a crianças e adolescentes, com resultados que possam ser medidos”, afirma Mindlin.

O lançamento da publicação acontece neste dia 4, durante o Seminário Redes e Sustentabilidade no Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, que a Fundação Telefônica promove em São Paulo. Uma versão digital do livro estará disponível no site do portal Pró-Menino, da Fundação Telefônica: www.promenino.org.br.

A Fundação Telefônica gerencia a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, demonstrando seu compromisso com as sociedades junto às quais atua. A instituição está presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Equador, El Salvador e Venezuela e também desenvolve programas junto a operadoras locais da Telefônica na Guatemala, Nicarágua, Panamá e Uruguai. No Brasil, foi criada em 1999 e atua para o desenvolvimento social, através da consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. No ano passado, mais de 609 mil pessoas foram beneficiadas diretamente pelos projetos que desenvolve, por meio dos programas EducaRede, Pró-Menino, Arte e Tecnologia e Voluntários Telefônica.

O movimento Juntos pelo ECA nasceu em 2010, por ocasião da comemoração dos 20 anos do Estatuto. Hoje, é formado por 14 integrantes: Instituto Votorantim, Instituto HSBC Solidariedade, Instituto Camargo Corrêa, Instituto Unibanco e Instituto Paulo Montenegro; a Fundação Itaú Social, Fundação Telefônica, Fundação Vale e Fundação ArcelorMittal; os bancos Santander e Bradesco; o SESI/SP, SESI/CN, e o GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. Todos possuem atuação relevante na defesa da garantia dos direitos da criança e do adolescente. O movimento defende a atuação em rede de forma inter-setorial, como também o compartilhamento e o aprimoramento de metodologias e experiências.

Apesar de no Brasil, o trabalho infantil ser considerado ilegal para crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos, a realidade continua sendo outra.

. Para adolescentes entre 14 e 15 anos, o trabalho é legal desde que na condição de aprendiz.



O Peti (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil) vem trabalhando arduamente para erradicar o trabalho infantil. Infelizmente mesmo com todo o seu empenho, a previsão é de poder atender com seus projetos, cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes trabalhadores, segundo acompanhamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). Do total de crianças e adolescentes atendidos, 3,7 milhões estarão de fora.

Ao abandonarem a escola, ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar sub-empregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza no Brasil.

Sabemos que hoje em dia, a inclusão digital (Infoinclusão) é de extrema importância. Além da conclusão do ciclo básico de educação, e da necessidade de cursos técnicos, e da continuidade nos estudos, o computador vem se tornando fundamental em qualquer área de trabalho.

Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas. Programas do Governo Federal juntamente com governos estaduais, pretendem instalar computadores e acesso a internet banda larga em todas escolas públicas até 2010. Com isso esperam que o acesso a informações contribuam para um melhor futuro às nossas crianças e adolescentes.

Perfil do trabalho infantil no Brasil

Como já era de se esperar, o trabalho infantil ainda é predominantemente agrícola. Cerca de 36,5% das crianças estão em granjas, sítios e fazendas, 24,5% em lojas e fábricas. No Nordeste, 46,5% aparecem trabalhando em fazendas e sítios.

A Constituição Brasileira é clara: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar, exceto como aprendizes e somente a partir dos 14. Não é o que vemos na televisão. Há dois pesos e duas medidas. Achamos um absurdo ver a exploração de crianças trabalhando nas lavouras de cana, carvoarias, quebrando pedras, deixando sequelas nessas vítimas indefesas, mas costumamos aplaudir crianças e bebês que tornam-se estrelas mirins em novelas, apresentações e comerciais.
A UNICEF declarou no Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho) que os esforços para acabar com o trabalho infantil não serão bem sucedidos sem um trabalho conjunto para combater o tráfico de crianças e mulheres no interior dos países e entre fronteiras. No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, a UNICEF disse/referiu com base em estimativas que o tráfico de Seres humanos começa a aproximar-se do tráfico ilícito de armas e drogas.

Longe de casa ou num país estrangeiro, as crianças traficadas – desorientadas, sem documentos e excluídas de um ambiente que as proteja minimamente – podem ser obrigadas a entrar na prostituição, na servidão doméstica, no casamento precoce e contra a sua vontade, ou em trabalhos perigosos.

Embora não haja dados precisos sobre o tráfico de crianças, estima-se que haverá cerca de 1.2 milhões de crianças traficadas por ano.

Filhos abandonados

CRIANÇAS ABANDONADAS

Na última semana, o abandono de crianças recém-nascidas ganhou a mídia. Isso que acontece de forma corrente, ainda quando não noticiado.

Abaixo uma opinião bem lúcida sobre essa questão. Quem nos fala é o jornalista Paulo Moreira Leite (que já trabalhou na Veja, na Época e no Diário de São Paulo)

Agora, sobre a opinião corrente que criminaliza as mulheres e não problematiza a questão, como diz o bordão:

“ESSA HIPOCRISIA DÁ HEMORRAGIA“

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Maior feira de brinquedos da América Latina e a terceira maior no mundo, ABRIN 2011 – 28ª Feira Brasileira de Brinquedos

Brinquedos em geral, educativos e pedagógicos, puericultura leve e pesada, jogos eletrônicos, pelúcias, miniaturas, fantasias e outros artigos chegam às lojas ainda no primeiro semestre.

Maior feira de brinquedos da América Latina e a terceira maior no mundo, ABRIN 2011 – 28ª Feira Brasileira de Brinquedos apresenta anualmente ao mercado cerca de 1,5 mil lançamentos e prepara o varejo para as vendas do ano todo, especialmente para as datas mais importantes do calendário de negócios do setor: Dia das Crianças e Natal.

Este ano, o evento – que acontece entre os dias 13 e 16 de abril – vai reunir 200 empresas nacionais numa área de 20 mil m² no Expo Center Norte, em São Paulo. Entre as novidades apresentadas estão brinquedos em geral, educativos e pedagógicos, puericultura leve e pesada, jogos eletrônicos, pelúcias, miniaturas, fantasias e outros artigos.

São aguardados 25 mil visitantes profissionais, o mesmo número registrado em 2010 – um acréscimo de 22% sobre a edição anterior. Para as empresas expositoras, a ABRIN representa a principal oportunidade de negócios do ano, já que é visitada por um público altamente qualificado. No ano passado, mais de 40% do total dos visitantes foi composto de compradores e lojistas.

A ABRIN representa um dos mais dinâmicos setores da economia nacional, com um parque fabril formado por 445 fábricas que geram cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos (Dados de 2009 - Fonte: ABRINQ – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos).

O faturamento do setor no ano passado, entre produção local e importação, bateu os R$ 3 bilhões. Pelas contas de Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, a ABRIN movimenta pelo menos de 30% do volume anual de negócios da indústria – ou seja, em torno de R$ 1 bilhão.

Parceria- Mais importante e tradicional feira de brinquedos do País, a ABRIN é resultado da parceria de 28 anos entre a ABRINQ - entidade promotora e patrocinadora do evento - e a Francal Feiras, uma das maiores empresas de eventos de negócios da América Latina, responsável pela realização da feira desde sua primeira edição.

ABRIN 2011 - 28ª Feira Brasileira de Brinquedos, acontece até o dia 16 de abril de 2011, das 10h às 20h (dia 16, das 10h às 18h), no Expo Center Norte, São Paulo. Patrocínio/Promoção: ABRINQ – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos|Organização/Negócios: Francal Feiras| Informações pelo telefone: (11) 2226-3100| www.abrin.com.br | Twitter: @feiraabrin *Feira não aberta ao público, restrita a profissionais do setor, com entrada gratuita.

domingo, 20 de março de 2011

O que nos dizem os índices de desenvolvimento humanos sobre as presentes e futuras gerações?

O que nos dizem os índices de desenvolvimento humanos sobre as presentes e futuras gerações?
Autoria: Ilanud*

clik no título leia na integra

O desenvolvimento humano
Os índices de desenvolvimento humano, infantil e juvenil
O que nos dizem os índices: os denominadores comuns






O desenvolvimento humano

"O desenvolvimento humano tem a ver, primeiro e acima de tudo, com a possibilidade das pessoas viverem o tipo de vida que escolheram - e com a provisão dos instrumentos e das oportunidades para fazerem suas escolhas".1 As Nações Unidas têm defendido que o desenvolvimento humano é uma questão de política, de economia, de direitos humanos e de democracia. Seus ideais refletem, portanto, a preocupação da comunidade internacional com a dignidade humana.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fundação    Lemann    e         Universidade    Anhembi    Morumbi             convidam    para    o    evento   :     

































Aula    Nota    10    -    Lançamento    do    livro    de     Doug    Lemov      
16  de  março  2011   8h30  ␣  1 1h     Auditório  da  Universidade  Anhembi  Morumbi  (R.  Casa  do  Ator,  275  -  SP)        

8:30  ␣  9:00   Café  da  Manhã    

Por  que  a  Fundação  Lemann  decidiu   9:00  ␣  9:20   traduzir  o  livro  Aula  Nota  10    
9:20  ␣  9:40  

9:40  ␣  10:00  
Ilona  Becskeházy  

A  importância  do  uso  de  técnicas  na   prática  pedagógica   Guiomar  Namo  de  Mello    
Observação  de  sala  de  aula  como   desenvolvimento  profissional   docente     Paula  Louzano  
10:00  ␣  11:00   debate  
   


Informações  adicionais:  
O  número  de  vagas  é  limitado.  Favor  confirmar  presença  pelo  email   diretoria@fundacaolemann.org.br     O  livro  será  vendido  no  local  ao  preço  promocional  de  R$  26,00   O  evento  começará  impreterivelmente  às  9h   O  estacionamento  disponível  no  local  terá  preço  único  de  R$15,00  
           
Realização  
apoio  
                       
  Universidade Anhembi Moumbi -LAUREATE

Seleção de trabalhos para o projeto Muros: Territórios Compartilhados

Seleção de trabalhos para o projeto Muros: Territórios Compartilhados
De 27/01/2011 a 10/03/2011
Belo Horizonte, MG

O projeto Muros: Territórios Compartilhados irá selecionar sete trabalhos – com prêmios no valor de R$ 1.000 + R$ 1.000 para execução de trabalho, que utilizem muros de Belo Horizonte (MG) como suporte, observando a descentralização e a diversidade de linguagens. Podem participar artistas, coletivos e estudantes. O processo será documentado e resultará num catálogo, a ser lançado durante uma mesa redonda com curadores e artistas aberta ao público.

E-mail: contato@muros.art.br

Site: http://www.muros.art.br

Infância e descoberta: conhecendo a linguagem da arte, indo de encontro aos estereótipos

Infância e descoberta: conhecendo a linguagem da arte, indo de encontro aos estereótipos
Bruna Pereira Alves

RESUMO

As crianças começam a ter contato com a arte na educação infantil. Nesta fase, elas sonham acordadas, inventam e descobrem coisas, se aventuram em um mundo desconhecido, não têm medo de criar. Pensando neste contexto, venho destacar a importância de o professor aproveitar esta fase de seus alunos e disponibilizar recursos para aprimorar o conhecimento deles e aguçar sua curiosidade e vontade de desvendar, já que é assim, que os alunos ampliarão seu vocabulário visual e darão asas a sua imaginação. Assim, escrevo este artigo, para levantar a importância de o professor agitar-se no movimento de mudanças e descobertas, argumentando e criticando, movimentando-se no sentido de oportunizar ao seu aluno um melhor ambiente de aprendizagem. Além disso, venho levantar como outro ponto essencial em minha discussão, a questão dos estereótipos, muito difundidos no ambiente escolar, destacando a importância de se pensar sobre eles, e sua influência sobre os alunos, principalmente na educação infantil, em que a criança começa a criar conceitos e relações novas a respeito do que aprende, não devendo ter como base modelos prontos. Desta forma, levanto a importância de o professor utilizar os jogos e o lúdico para chamar a atenção de seus alunos para o que ele está apresentando e, sem utilizar estereótipos, possibilitá-los a utilizar a imaginação para fazer arte.

Palavras-chave: Arte; Criar; Estereótipos; Imaginação.
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QUEM SE LEMBRA DA INFÂNCIA? IMAGENS DA INFÂNCIA NO MUSEU DE ARTE

DE SANTA CATARINA
REDDIG
1
, Amalhene Baesso
Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
Palavras-chave: Educação, Infância, Memórias.
Tal como a mãe, que aconchega no peito o recém-nascido sem
acordá-lo, assim também a vida trata, durante muito tempo, as
ternas recordações da infância.
Walter Benjamin
2
Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e
sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do
que comparação. Então eu trago das minhas raízes crianceiras a
visão comungante e oblíqua das coisas. Eu tenho que essa visão
oblíqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde
havia transfusão da natureza e comunhão com ela.
Manoel de Barros
3
Rememorando o passado tentando encontrar respostas para motivações que me
embalam hoje, reencontro-me com lembranças da minha infância e aqui narro um pouco de
minhas memórias, sejam elas visuais, sensoriais ou orais para com elas me aproximar mais da
pesquisa que ora alinhavo. É um tecer lento de fios emaranhados que, com paciência, vou
desatando os nós e reorganizando outra vez em forma de novelo. A nova tecedura passa a ser de
recordações e escritos do passado presentificado nos caminhos que percorro no momento,
vislumbrando outros possíveis caminhos no futuro. Faço uma longa viagem de volta, exercito o
pensamento guardado na memória e lá procuro o que trago da infância e porquê.


LEIA TEXTO COMPLETO CLICANDO NO TÍTULO !!!!!!!!!!!!

Debate sobre bullying em TV mobiliza telespectadores

Debate sobre bullying em TV mobiliza telespectadores




Em 08/02/2010 estive no programa Edição das 10, da Globo News, com o objetivo de debater o bullying. Comigo, estava no estúdio a psicopedagoga Lucia Helena Saavedra, coautora do livro "Diga NÃO para o Bullying" e da pesquisa sobre o tema, feita no Rio de Janeiro com 5.428 alunos de 11 escolas, em 2002/2003.

O programa muito bem estruturado focalizou uma escola de São Paulo que desenvolveu um modelo exemplar de prevenção e controle do bullying. Enriqueceram o debate as participações de correspondentes em Madri (Espanha) e Los Angeles (EUA). A consequência não podia ser diferente. Apenas no espaço de tempo destinado aos comentários, houve 95 participações bastante interessantes. Destaco agora apenas dois pontos de opiniões que me pareceram muito importantes. Um deles é que muitos pais apoiam o bullying e outro é que muitos professores apoiam o bullying. Este é o relato de um participante: "Muito comum, mas muito comum mesmo, é professora arrumar apelido infame para o aluno".

Programas como este e com a grande abrangência que a TV tem, são de grande importância para a informação sobre o bullying, uma vez que muitos ainda o desconhecem, e um incentivo à prevenção e controle do bullying nas escolas brasileiras.

Assitam o vídeo do programa, abaixo:



Lauro Monteiro
Editor
Leia mais e veja vídeos clicando no títiulo!!!!!!!!!!

O bullying escolar deve ser prevenido e combatido pela escola

O bullying escolar é uma situação antiga, já bem conhecida por pais e professores. Não se sabia de suas consequências que, às vezes, são graves e para toda a vida. Ninguém dava importância, porque ninguém estava informado. Não havia um nome, um conceito. Não se sabia da importância da sua prevenção por todas as escolas.

Prevenir e combater o bullying na escola é de responsabilidade de toda a escola, envolvendo funcionários, professores, diretoria, alunos e pais de alunos.

Não se resolve o bullying escolar na polícia ou na Justiça, últimas instâncias a serem procuradas, se todo o resto falhou.

Esperamos estar atendendo com essa opinião a muitas pessoas que nos mandam e-mails querendo soluções fora da escola, aparentemente porque a escola não teria tomado providências.

Em alguns estados brasileiros, leis já foram sancionadas determinando que as escolas desenvolvam programas de prevenção e combate ao bullying. Veja a notícia. Realmente o bullying pode doer no bolso das escolas, conforme já divulgamos em artigo no site.

Cuidem-se, portanto, as escolas que não dão atenção ao sofrimento daqueles que sofrem o bullying e desconhecem que no bullying escolar a atenção deve ser dada não só às vítimas, mas às testemunhas silenciosas, que assistem e nada fazem, e àqueles que praticam o bullying.

Mas o que desejamos sempre é que essas situações sejam antes de tudo prevenidas e, se necessário, combatidas na escola com a participação de todos.

Às escolas, eu diria que divulguem amplamente, antes do início do ano letivo, quando da matrícula, que lá não se admite o bullying.

Para os alunos eu diria: "Não sofra sozinho. Você tem o direito de ser feliz na sua escola. Fale. Conte o que está acontecendo".

Para os pais eu recomendaria que não se preocupem apenas com os resultados do aprendizado dos seus filhos. Tão importante quanto verificar as notas obtidas é saber se o seu filho está socialmente bem na escola.

Lauro Monteiro
Pediatra / Editor