terça-feira, 19 de junho de 2018

A crise das crianças imigrantes nos Estados Unidos





APESAR DO EL PAIS SER DO GRUPO PRISA E DOMINANDO O MAPA HISPÂNICO ELE FAZ UM JOGO ORA A DIREITA ORA A ESQUERDA, MAS É IMPORTANTE LER .

Por https://bit.ly/2ta1BsB

Perguntas e respostas sobre a crise das crianças imigrantes nos Estados Unidos

Por que as famílias são separadas? Quantas foram afetadas? O que Obama e Bush faziam?






Uma menina hondurenha de dois anos chora, no último dia 12, quando um agente detém sua mãe nos arredores da fronteira de McAllen (Texas).
Uma menina hondurenha de dois anos chora, no último dia 12, quando um agente detém sua mãe nos arredores da fronteira de McAllen (Texas).  AFP

O Governo de Donald Trump sofre uma enorme crise política por causa da sua polêmica ordem de separar pais e filhos imigrantes quando cruzam
ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos.
 Estas são as principais chaves dessa política:








M





Por que as crianças estão sendo separadas de seus pais ou parentes adultos na fronteira?

Devido a uma mudança de critério do Departamento de Justiça anunciada em abril, impondo “tolerância zero” às chegadas ilegais no país. Qualquer adulto que tente entrar nos Estados Unidos de forma irregular e sem os procedimentos corretos de asilo é considerado um delinquente e processado judicialmente como tal, mesmo que não tenha antecedentes penais. Como os menores não podem ser levados à prisão, são separados.
Um juiz determina se os pais e os filhos são deportados ou
podem ficar nos EUA. A imensa maioria de imigrantes indocumentados
é de centro-americanos.

Quantas crianças já foram separadas?

Não há cifras completas. Entre 19 de abril e 6 de junho, 2.033 crianças foram separadas dos seus pais ao tentarem entrar nos EUA em pontos
fronteiriços oficiais, segundo estatísticas obtidas pela agência
Associated Press. Isso exclui os muitos imigrantes que chegam ao
país por vias não oficiais, como por exemplo atravessando o rio
 Grande em um bote. Em abril houve 55 separações, e em março
foram 64. De outubro de 2016 a fevereiro de 2018 houve quase
1.800 separações, segundo a agência Reuters.

Barack Obama e George W. Bush separavam as famílias?

Os dois antecessores imediatos de Donald Trump, o democrata
Barack Obama e, antes dele, o republicano George W. Bush, enfrentaram
picos de imigração irregular e endureceram as condições, mas nenhum
adotou esta política de separar os menores. Até 2006, era comum
que a polícia migratória detivesse separadamente pais e filhos,
segundo um relatório do Conselho Americano da Imigração. Neste ano, o Congresso exigiu que as famílias fossem liberadas ou mantidas
juntas sob custódia.
Em 2005, Bush inaugurou a política de “tolerância zero” através de
um programa chamado Operação Streamline (“otimização”), que
supunha a abertura de processo criminal contra os indocumentados, com julgamentos rápidos e, às vezes, coletivos. Entretanto, os imigrantes
com filhos se beneficiavam de exceções. Obama recorreu a este
programa em alguns momentos, mas não era comum que
imigrantes fossem processados ao entrarem pela primeira vez no país,
e as famílias eram mantidas unidas exceto em casos pontuais de
tráfico de drogas ou graves antecedentes penais.

O que Trump pede ao Congresso?

O presidente dos EUA quer que os legisladores adotem uma nova
legislação migratória mais restritiva, não só contra a imigração
irregular, mas também contra a legal. Solicita também que o Congresso
libere 25 bilhões de dólares (93,2 bilhões de reais) para a construção
 de um muro na fronteira do México, uma de suas promessas estelares.
 Como fez com os jovens imigrantes que chegaram ilegalmente
na infância e cresceram nos EUA (os dreamers, sonhadores),
Trump usa agora o drama dos menores separados como forma
de pressão para obter a reforma migratória que deseja.

Quais são as brechas legais das quais Trump se queixa?

Não há nenhuma lei que obrigue o Governo a separar famílias, como
falsamente afirma Trump. A Administração se queixa de uma norma
aprovada unanimemente pelo Congresso em 2008, nos últimos dias
do Governo do republicano Bush. A lei, que procurava evitar o tráfico
de crianças, obriga a liberar dos centros de detenção policial, do
“modo menos restritivo” possível, os menores imigrantes que tenham
chegado sozinhos aos EUA, enquanto se busca uma família de
acolhida para eles. Também impede a deportação imediata de
menores indocumentados que não sejam do Canadá ou México.
Mas não diz nada sobre a separação de pais e filhos.
Por outro lado, os tribunais limitam a 21 dias o tempo que uma mãe
pode estar com seu filho em um centro de detenção. Ao separar as
famílias, esse limite já não existe. O Governo também se queixa de
que as leis de asilo são muito generosas e propiciam um efeito-chamada.

Por que o presidente critica os tribunais migratórios?

Quase 700.000 casos se acumulam nos tribunais de imigração
à espera de serem resolvidos. Em 2009, eram 225.000 casos.
Os tribunais de imigração dependem do Departamento de Justiça,
ou seja, são parte do Poder Executivo, e não do Judiciário.
O Governo de Trump quer acabar com esses atrasos.
Em outubro entrará em funcionamento um sistema de cotas
que exigirá dos juízes que completem 700 casos por ano, e que
menos de 15% de suas decisões sejam reformadas por um
tribunal superior.
A lentidão judicial obriga alguns dos imigrantes a esperarem
vários anos até que se determine a data do julgamento que
decidirá se serão ou não deportados dos EUA. Normalmente,
durante esse intervalo eles são mantidos sob liberdade
vigiada e autorizados a trabalharem no país, para
poderem ter recursos de subsistência e porque é muito
mais barato que mantê-los sob custódia, mas os republicanos
se queixam do risco de que os imigrantes não se apresentem ao julgamento.

Crianças imigrantes em um centro de detenção em McAllen (Texas) em uma fotografia difundida o 17 de junho pela policial fronteiriça






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Crianças imigrantes em um centro de detenção em McAllen (Texas) em uma fotografia difundida o 17 de junho pela policial fronteiriça













O que acontece quando um menor chega sozinho à fronteira?

Um menor de idade,
independentemente de ter chegado sozinho à fronteira ou de
ter sido separado de seus pais ao entrar nos EUA, pode passar
um máximo de 72 horas em um centro policial. Depois desse
prazo, passa à custódia do Departamento de Saúde e Serviços Sociais,
que deve lhe buscar uma família de acolhida – muitas vezes
um familiar seu que se encontre no país. Até ser transferida
para uma família, a criança vive em um albergue para menores
subcontratado pelos Serviços Sociais, onde permanece em
média por 56 dias. O Governo tem sob custódia 11.351
menores imigrantes em aproximadamente cem centros,
segundo os últimos dados.

Quem são as 1.500 crianças ‘perdidas’?

Os Serviços Sociais admitiram em abril que, poucos meses
depois de serem transferidos para famílias de acolhida, perdeu-se
a pista de 1.475 crianças que tinham chegado completamente sozinhas
 aos EUA. O motivo é que os tutores não atendiam o telefone.
Há quem alegue que agem assim porque a maioria dos familiares
é de imigrantes indocumentados, que temem ser deportados
ou porque querem evitar que as crianças se apresentem perante o juiz.
Numerosas organizações sociais e políticas já pediram ao
Governo que melhore seus controles.

Cresceu a chegada de imigrantes indocumentados?

Sim. Nos primeiros meses da presidência de Trump, desabou o número de imigrantes detidos após cruzar a fronteira ilegalmente. Mas essa tendência terminou. Maio de 2018 foi o mês com mais prisões de imigrantes
detidos após cruzar a fronteira nos 16 meses de mandato do republicano.
A polícia fronteiriça deteve 51.912 pessoas procedentes do México,
mais que o dobro das 19.940 detenções de maio de 2017.
Pelo terceiro mês consecutivo, as apreensões se mantiveram
acima das 50.000, e continuam subindo. A cifra de maio,
entretanto, se mantém abaixo dos 55.442 detidos nesse mesmo
mês de 2016, e dos 68.804 de 2014, sob o Governo de Obama,
 quando houve uma onda de menores que viajavam
sozinhos para os EUA.

Os menores estão presos em jaulas?

Não exatamente. Nos últimos meses, circulou nas redes sociais
uma foto da agência AP mostrando duas meninas imigrantes
deitadas no chão de uma pequena sala com grades metálicas.
Entretanto, a foto é de junho de 2014, tirada em um centro de
detenção em Nogales (Arizona), quando o Governo de
Obama tentava dar uma resposta à chegada maciça de
menores imigrantes que viajavam sozinhos ou acompanhados
para os EUA. Inicialmente, a Administração tratou de manter as
famílias juntas em centros de detenção especiais, mas um juiz da
Califórnia opinou que isso violava a proibição de ter menores
em instalações similares a uma prisão. Então, o Governo decidiu
liberar as famílias enquanto esperavam dentro dos EUA a sua
audiência judicial.
No domingo passado, a polícia fronteiriça divulgou fotos de um
centro de detenção de McAllen (Texas) onde os imigrantes
são mantidos nos primeiros dias depois de serem apreendidos
na fronteira. As imagens mostram grandes salas com grades
em que crianças aparecem deitadas no chão, e outras salas com
adultos e menores juntos.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O golpe explicado à minha filha de 11 anos

FOTO POR  https://bit.ly/2JB3Mzz







LÚCIA HELENA ISSA

Jornalista, escritora e ativista pela paz. Foi colaboradora da
Folha de S.Paulo em Roma. Autora do livro "Quando amanhece
na Sicília". Pós- graduada em Linguagem, Simbologia e
Semiótica pela Universidade de Roma e embaixadora da Paz por uma organização internacional. Atualmente, vive entre o
Rio de Janeiro e o Oriente Médio.

O golpe explicado à minha filha de 11 anos

Há cerca de dois anos, numa noite de chuvas assustadoras aqui no Rio, meses depois do Golpe de 2016, depois daquele fatídico domingo em que deputados evocaram Deus, a família ou Jesus Cristo em pessoa para aprovarem um impeachment sem crime e depois de Temer começar a confiscar direitos dos nossos irmãos mais pobres, nomear corruptos históricos para o ministério, afirmar que venderia para as multinacionais uma parte maior do Pré-Sal e daria aos estrangeiros uma imensa isenção de bilhões de reais de impostos às petroleiras estrangeiras, lesando a Pátria em mais em mais um de
trilhão de reais que seriam investidos na Educação das nossas crianças, minha filha, 
então com apenas 11 anos, me perguntou:
- Mãe, você pode me explicar uma coisa?
- Claro, filha, o que você quer saber?
- O Temer não era o vice-presidente da Dilma? Então, por que ele está fazendo 
tudo isso que lhe deixou triste? Ele não queria as mesmas coisas que ela para o 
Brasil, ou ele só fingia que queria? Isso não foi uma traição?
Achei a pergunta boa e de certa profundidade para uma menina de 11 anos.
Refleti um pouco sobre o que responderia e disse:
- Sim, o Temer e a Dilma formavam uma "chapa", o que significa mais 
ou menos um grupo musical, um grupo de pessoas que se unem, com algumas 
ideias em comum, mesmo sendo muito diferentes entre si, apresentam um
 projeto de Brasil para o povo, como o projeto de uma casa, dizem que 
partes da "casa" receberão mais investimentos, mais dinheiro (como a cozinha 
e a biblioteca, por exemplo), e que partes da "casa" receberão menos, 
falam sobre o que 
farão para a saúde, para a educação, e com esse projeto de "casa", são eleitos ou não.
 O Temer nunca teve muitos seguidores nesse grupo musical, as pessoas não o 
conheciam e os que o conheciam não gostavam muito do que viam, ele não tinha 
muitos fãs e só foi eleito porque era parte de um grupo maior, um projeto de casa 
que as pessoas queriam muito, o projeto do grupo representado por Dilma naquele 
momento.
- Então foi uma traição bem grande, pois ele traiu não só o seu grupo, mas também
 esse projeto de casa que você disse, mãe?
- Sim, porque ao trair as pessoas do grupo musical a que ele pertencia, ele acabou 
traindo também um projeto de país, um projeto que, mesmo não sendo perfeito, 
tirou quase trinta milhões de pessoas da miséria, filha, um projeto que foi elogiado 
pela ONU por combater a fome, por fazer programas sociais como o Bolsa Família,
 o Luz para Todos e que também levou alunos talentosos, mas muto pobres e que 
não tiveram as mesmas chances que você, para estudar fora do Brasil, através 
do Ciência Sem Fronteiras. Temer se uniu a um grupo musical rival, um grupo que 
tinha um projeto muito diferente do que foi escolhido pelos brasileiros
 nas urnas, entendeu?
- Acho que sim.
- Para você entender melhor, eu poderia dizer que Temer fez exatamente o que fez o 
Scar, o tio do Simba, no filme O Rei Leão. Lembra-se de como Scar traiu o 
Mufasa no filme e, mesmo pertencendo ao mesmo grupo de Simba e Mufasa, 
ele acabou se unindo às hienas? Ele acabou se unindo ao grupo que levou ao caos 
e a fome para os bichos mais frágeis da selva?
- Lembro, mãe. O que ele fez foi horrível e acabou levando muitos animais da selva
 a morrerem, pois a fome voltou e muitos animais começaram a se odiar.
- Sim, e mesmo na vida real, quando traímos nossos princípios, traímos amigos 
ou não cumprimos promessas, a história nunca acaba bem.
Temer cometeu uma traição ao se unir a um grupo que tinha planos de excluir os
 mais pobres desse projeto de "casa", entregar o petróleo do Brasil a preços muito 
baixos para os estrangeiros, tirar nossos irmãos mais pobres dos programas sociais 
que os ajudavam a sair de uma situação de miséria. Scars e Mufasas têm visões muito 
diferentes do mundo, entendeu?
- Scar era muito diferente do Mufasa...
- E sabe o que irá acontecer com Temer, filha? Acho que se tornará um dos
 governantes mais odiados da História, como foi Scar no filme, porque covardia 
e traição acabam sempre mal. Acabam levando o traidor para uma gaveta da História 
que ninguém mais abre.
Naquela noite, minha filha de 11 anos entendeu minha profunda tristeza pelo 
sequestro do Brasil e por não sabermos ainda como ou quanto nos custaria 
esse resgate.
Naquela noite, há dois anos, minha filha entendeu que Scars não são líderes, 
não foram escolhidos para o cargo que ocupam, não têm compromisso com 
a nação, serão rapidamente esquecidos pela História, mas podem nos fazer 
um imenso mal no período em que ocuparam o lugar da leoa escolhida de fato.
Naquela noite, minha filha de 11 anos entendeu o que havia acontecido no Brasil.
Inacreditavelmente, alguns homens de 50 anos ainda não entenderam. 
E, como as hienas de O Rei Leão, riem, entre alienados e arrependidos.

domingo, 22 de abril de 2018

Aprender a aprender !



 APRENDER A ESTUDAR
DAR CONTA DE DAS 
TAREFAS UNIVERSITÁRIAS DO SEU CURSO-
 INICIANTE  NA UNIVERSIDADE –GRADUAÇAO OU PÓS



Dr. Paulo Vasconcelos – USP- COMUNIÇÃO-PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO






EXPERIÊNCIA DOCENTE EM ORIENTAÇÃO- USP- PUC E OUTRAS PRIVADAS
HORAS AGENDADAS- AV PAULISTA




AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES 



PARA HORAS DE ESTUDOS E DE TAREFAS UNIVERSITÁRIAS –PROVA, 
SEMINÁRIOS-DESENVOLTURA DA ESCRITA E PENSAMENTO TEÓRICO DO

ALUNO
CRIAR MÉTODO PARA ESTUDO INDIVIDUAL E EM GRUPO



CONTATO WHATSAPP 11 .975425724



EMAIL paulovas@gmail.com



Metodologia da relação do tutor Aluno


Criar uma aliança de confiança com o aluno recebido;
Buscar entender o aluno nas suas  particularidades (subjetividade), 
seu modo de ser,  sua avaliação própria – de si ,que  por vezes bloqueiam o aprendizado;
Estimular sua autoconfiança redescobrindo seus valores pessoais.







terça-feira, 6 de março de 2018

Crianças precisando lidar com agendas atribuladas.......

Criança trabalhando, criança, trabalho escravo, trabalho infantil (Lets/Flickr/CC)

Há uma vontade intensa, sobretudo, na classe média e alta, quando não -mesmo enganosa, na pobreza, de fazer as crianças logo um adulto, sem ter consciência disto, mas entupindo de tarefas.Elas são um futuro, dizem os pais, ou tutores outros, mas enganam-se, sobrecarregam-nas para querer o  SUCESSO!. Na verdade o sucesso é estar e ser criança no seu tempo, e com suas atividades cotidianas de casa, que muitas vezes já as sobrecarregam.É preciso encarar a infância como  momento de formação natural, é preciso ouvi-las, e fazer com que as mesmas ouçam, vejam o mundo , ma sem adiantamento do tempo.A infância é um tempo sóciopolitico, em que se inserem e nisso implica  a subjetividade deste sujeito.Nas classes pobres o trabalho é inserido e agendado desde cedo, soube andar falar, ja se torna  adulto.Desta feita, a infância também é comandada por um sistema politico econômico de cada pais. Assim este tempo é dominado por modismos que o capitalismo insinua, impõe, cuidado!!!Vejamos o que nos fala Daniel Becker via Jornal Prosa e Verso, http://bit.ly/2oOxrsv, retirado de outra mídia. Paulo Vasconcelos



Por http://bit.ly/2oOxrsv  Daniel Becker


‘Infância não é fase de construir currículo’ alerta Daniel Becker, pediatra e pesquisador da UFRJ

É cada vez mais comum ver crianças precisando lidar com agendas atribuladas, preenchidas com aulas de idioma, música, reforço, teatro, esportes.
Para o pediatra Daniel Becker, pesquisador do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos criadores do programa Saúde da Família, essa visão curricular sobre as atividades nas quais a criança precisa se envolver pode acabar fazendo com que ela desenvolva comportamentos de competitividade e individualismo.
O especialista defende que, na infância, a prioridade deve ser o livre brincar, atividade que não pode ser repetida em outra etapa da vida e que é capaz de estimular uma série de competências humanas que nenhuma sala de aula poderá ensinar.
Becker concedeu entrevista a EXAME* sobre a importância de cultivar a saúde desde os primeiros anos de vida durante o VII Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, em Fortaleza.
Muitos pais acreditam que deixar ao criança ocupada com atividades que compõem um currículo estão auxiliando na educação. Por que o senhor critica essa prática?
Nós vivemos uma cultura de excesso de valorização da aprendizagem com adultos, é um paradigma da escola do desenvolvimento. Como se o desenvolvimento de uma criança só se desse na sua interação com adultos, em aulas, supervisões, atividades programadas e estruturadas.
Quando, na verdade, isso só provê essa criança de um tipo de ganho, um tipo de inteligência. Essa educação bancária – em que um domina o conhecimento e outro está ali para receber – é cada vez mais reconhecida como um modelo que tem muitas limitações.
As nossas crianças brincam para serem adultas, por essa crença dos pais de que elas se tornarão mais prontas para o mercado. Brincando a criança aprende coisas que ninguém mais pode ensinar a ela.
Uma criança que brinca no parque com amigos vai aprender a negociar, interagir, ter empatia, ouvir o outro, se fazer ouvir, avaliar riscos, resolver problemas, desenvolver coragem, autorregulação, auto estímulo, criatividade, imaginação… Uma série de habilidades que nenhuma aula vai oferecer para ela.
E elas são muito mais importantes para um adulto bem-sucedido do que uma aula de Kumon ou violino. Não que precisemos desvalorizar a importância de matricular nossos filhos em algumas atividades, mas é importante nunca esquecer que brincando livremente na natureza a criança está aprendendo.
Existe algum risco de essas crianças se tornarem adultos mais improdutivos ou com alguma deficiência?
Há algumas pesquisas que já estão avaliando que as crianças da geração Y, os millennials, que foram superprotegidas e foram vítimas desse excesso de escolarização, estão se tornando adultos narcisistas, incapazes de lidar com a frustração e com o conflito, tendem a fugir das intempéries…
Começamos a ter alguns indícios disso. São efeitos previsíveis. Uma criança que enfrenta a realidade com o pai e a mãe se interpondo entre ela e o problema não vai aprender a resolver sozinha. Nem com o professor ensinando a ela alguma disciplina.
Ela tem que cair e ralar o joelho. Porque a vida dói, a realidade dói. Mas passa. E, no dia seguinte, o machucado ganhou uma casquinha, o corpo está reagindo e fazendo alguma coisa.
Daqui a pouco, aquela marquinha sumiu e o joelho voltou ao normal. Olha tudo o que ela aprendeu ali sobre enfrentar a dor, sobre saber que essa dor passa e que o corpo funciona e se regenera. Que aula vai oferecer a ela essa experiência?
O senhor ressaltou, em sua palestra, que investir num pleno desenvolvimento na primeira infância ajuda a reduzir os custos futuros com saúde. Por quê?
Porque as crianças se tornarão adultos mais capacitados, mais saudáveis, que poderão fazer melhores escolhas e desenvolver bons hábitos, vão ter um melhor emprego e conseguir condições de vida melhores… E são essas as condições de vida determinantes de uma saúde melhor no longo prazo.
Com melhores hábitos nutricionais, as doenças que mais matam atualmente têm maior chance de serem evitadas lá na frente, como diabetes, obesidade, hipertensão. É na primeira infância que a prevenção dessas doenças começa. Investir na capacitação familiar, em pré-natal e incentivo ao aleitamento materno, que ajuda a reforçar as defesas do organismo, é muito eficiente em termos de investimento em saúde pública.
O senhor também falou que a primeira infância ajuda os gestores públicos a superar o dilema da busca por equidade e por eficiência, que normalmente são vistas como inconciliáveis. Como?
É uma dualidade clássica do político, que quer ter resultados daqui a quatro anos, quando ele estiver se reelegendo. Para o gestor público, investir dinheiro na redução da pobreza muitas vezes é muito custoso e tem pouco resultado.
E ele consegue ser eficiente com esse recurso, porque a estrutura dessas pessoas já é muito viciada por opressão e baixo desenvolvimento. O investimento na primeira infância supera essa dualidade.
Investir nesse momento da vida ajuda a promover redução da pobreza em médio e longo prazos, com uma eficiência muito grande dos recursos, porque investir precocemente é o que traz mais resultados. No curto prazo também funciona, porque esse gestor vai contar com famílias mais felizes e crianças rendendo mais na escola. É um caminho para a cidadania e para uma sociedade mais capacitada.
* Publicado originalmente em revista Exame.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

La infancia es una especie de servicio militar”

Entrevista al escritor Ricardo Mariño
“La infancia es una especie de servicio militar”

El humor, la posibilidad de llegar al chico con un buen argumento tamizado por la sorpresa, la aventura y el ridículo bien entendido es la característica esencial de la obra de Ricardo Mariño. Recorrió cientos de kilómetros en sus visitas a escuelas y bibliotecas y es un invitado de lujo para bibliotecarios y multiplicadores de la lectura.

Imagen: Verónica Bellomo

–¿Cómo llegó a descubrir la literatura infantil y publicar Eulato en 1985, que ya acumula varias generaciones de lectores?
–Es el primer cuento para chicos que escribí y lo hice para probar, no tenía antecedentes docentes ni sabía de literatura infantil, no la había le
ído de chico porque como género no existía aunque si existía María Elena Walsh pero no la había leído y fue como fruto de una casualidad. 
Con Oche Califa, Horacio López que vivíamos en esa época juntos en Buenos Aires nos enteramos que el Centro Editor de América 
latina compraba cuentos para chicos y ese mismo día escribí Eulato y Cuento con Ogro y Princesa, Oche y Horacio escribieron otros 
y lo llevamos al Centro Editor y ahí nos recibió Graciela Montes que era la directora de la parte infantil, le gustaron y los compró. 
Nosotros lo habíamos pensado como changa pero para mí fue un descubrimiento en el sentido del género, yo escribía para adultos
 hasta entonces y la literatura infantil me abrió una posibilidad al humor a lo fantástico, a lo maravilloso y al absurdo. 
Desde el primer cuento lo sentí así con total desconocimiento  de lo que era la literatura infantil, era la época de la dictadura y 
había una literatura del género muy seria muy moralista y el desconocimiento de todo eso vino muy bien, sólo pensé que había que escribir
 para un chico sin exigencia de ningún tipo y salió Eulato que algún parentesco tiene con el único cuento que yo conocía que era 
“El patito feo”, el cuento del distinto, del que no encaja en un marco social.
–Otro paso fundamental fue el libro Cuentos ridículos, que obtuvo el Premio Casa de las Américas.
–Me pasó una cosa muy rara porque mandé a Casa de las Américas un libro para adultos y un libro para chicos y un día 
me llaman por teléfono de una radio cubana y me dicen que había ganado el Premio y el hombre me hacía preguntas y a mí
 me daba vergüenza preguntarle por cual libro me estaba haciendo la nota y le respondí con generalidades hasta que me preguntó algo sobre 
los niños y deduje que estaba hablando de Cuentos ridículos y al rato me llama otro cubano y me hace un reportaje de una hora sobre la
 realidad política argentina, el fútbol, me pasea por todos los temas y era Jorge Boccanera (risas) que se hacía pasar por cubano. 
Al otro día me llama un gangoso y yo le contesto en gangoso y era verdad, era un hombre de una provincia que después me invitó a dar una charla.
–Con el absurdo, el trabajo con el humor, ¿cómo se rompe el hielo de lo solemne en el género?
–Mi relación con los chicos siempre fue la humorística, me acerco por el lado del humor pero forma parte de mi “rumor mental”. 
En mi pensamiento tiendo a exagerar, a criticar, a ver lo defectuoso, a manejarme con los elementos del humor de la caricatura, 
la mirada que deforma y encontré un vínculo con el posible lector y también con el género. En ese entonces vivíamos un momento 
muy moralista que tenía que ver con una tradición y si uno lo piensa hay pilares fuertes del humor y del absurdo.
–¿Por ejemplo?
–Mafalda, María Elena Walsh, Javier Villafañe, los comics, la historieta, el Chavo forman parte de los consumos, de la mirada infantil.
–En su abordaje nunca está la burla.
–La infancia es un momento reglado, de imposición de normas, de saberes, de costumbres, de conductas, la educación es eso, una puesta 
de límites y el acceso al lenguaje es dificultoso, la infancia es una especie de servicio militar, una preparación para algo y una forma de 
tirarle una soga al chico es reírnos de eso. Mucho de lo que escribí tiene que ver con reírse de las reglas, el material del libro
Cuentos ridículos es eso, escuelas para piratas, un trabajo con el absurdo.
–¿Es de algún modo la libertad de imaginar con el chico?
–Mi punto de vista  en relación a un cuento infantil es que sea intenso, divertido, dramático, triste, fuerte, la intensidad que sea, para reírse para 
asustarse, el derecho del lector infantil que yo reclamo, que defiendo es que eso que está leyendo lo tiene que hacer vivir algo lindo o fuerte, no 
puede haber sobreprotección del lector, no puede haber nada chirle, si nos vamos a reír nos tenemos que cagar de risa, si nos vamos a
 asustar que sea de veras. Hay una posición de respeto en que las peripecias del lector tienen que ser intensas, incluso intensas en las 
palabras no sólo en la línea de lo argumental, tiene que haber creatividad, vida, risas.
–Y lucha de contrarios, en muchos de sus cuentos aparece la acción, el choque.
–Defiendo mucho el género de aventuras que era el género matriz de la literatura popular e infantil. Aventuras en el sentido de personajes 
que arriesgan su vida, tienen que vencer obstáculos, hay violencia. El pasaje por la aventura tiene que hacerte vivir peligros y es el pacto de l
ectura que tiene ese género, 
los personajes van a sufrir, van a enfrentar obstáculos superiores a ellos y lo van a resolver si pueden con inteligencia, con valentía 
porque la posición del chico es la posición del débil. El lector en la sociedad es el débil, es un individuo en formación, se está preparando, 
está aprendiendo, no conoce el alcance de las cosas. Muchas veces lo fantástico y lo que nosotros llamamos “real” son límites borrosos 
para ellos. Reivindico el miedo, el miedo es una pasión fuerte, viven luchando contra eso, la infancia está poblada de fantasmas y la literatura 
infantil cuando es seria, cuando asusta de verdad es como un ejercicio de domesticación de fantasmas según el mismo Freud. La idea es que 
los fantasmas en la infancia están y lo que te daría el cine, los cuentos populares que tratan sobre terror es la posibilidad de hacer una 
gimnasia con esos miedos.
–Enfrentarlos de alguna manera, en este caso en el imaginario del chico.
–Obtener representaciones te da recursos para hacer más leve eso, no para vencer a esos fantasmas porque la idea de domesticar es 
linda, por ejemplo, los perros me aterrorizan pero si tengo uno aprendo a convivir, sé qué hacen, puedo tenerles miedo pero no es el terror que 
me anula, que no me deja dormir.
–¿Qué rol tiene la escuela en todo este vínculo? ¿Hay una tensión entre el imaginario y la institución? ¿La ve como un aliado o 
como un enemigo?
–A veces es enemigo y a veces es aliado, a veces es material para burlarse y también hay que reconocerle que en la Argentina la mayoría
 de los pibes lee gracias a la escuela. Cuando yo iba al colegio no se leía nada de ficción, nada, siete años pasé por la escuela nunca 
me hicieron leer una novela o a un autor. Digo esto porque ese mito de que antes se leía no es así. Para los hijos de los laburantes 
la lectura casi te diría que empezó en las últimas décadas desde el primer Plan de Lectura con el regreso de la democracia, la mano 
que le dan los docentes y las bibliotecarias a la lectura es increíble. Fue un proceso largo que incorporó la literatura en las aulas,
 a veces ese uso empobrece y otras veces es riquísimo pero hay mucha gente como militantes de la lectura a lo largo de todo el país 
haciendo que los chicos lean, chicos de escuelas pobres leen una cierta cantidad de libros y vas a escuelas y hay bibliotecas de diversos
 tamaños pero están. Aun cuando haga chistes con eso en uno de mis cuentos del libro Cinthia Scoch  que es la visita de un autor a un 
colegio donde me rio también del autor que es recibido como si fuera Sandro y sus “mensajes” a los niños, todas las partes tenemos cosas 
para criticar pero valoro mucho la participación de los docentes.
–¿Qué es lo que no pasa de moda en el trabajo de escritura para chicos y qué es lo nuevo que apareció en los últimos años?
–Lo que no varía es que hay un sujeto leyendo, que sufre, que vive cosas, sueña y está en crecimiento y te vienen bien esas ficciones que
 ponen en juego pasiones parecidas a las suyas. El argumento puede ser el de un yaguareté en la selva o de un marciano pero esa cosa de que 
hay uno parecido a mi sufriendo eso no pasa de moda o peleando o siendo marginado. La literatura necesita que haya problemas porque en
 la familia de los chicos los hay, se mueren los abuelos, los padres, la familia está sin guita, hay discriminación, hay sufrimiento y hay 
reivindicaciones. Lo que no cambia es eso, puede haber un cuento contextualizado en la sociedad victoriana y otro en la Catamarca 
actual pero ese individuo que lee está buscando algo y es probable que ese cuento le de ese efecto de vivir, de pasar por una experiencia 
que uno quiere que sea estética, uno quiere que sienta algún efecto de belleza junto con el efecto de vivir en la selva y me las arreglé para
 sobrevivir.
–Me recordó a Quiroga.
–Se cumplen cien años del libro que Quiroga escribió para sus hijos “El libro de la selva” que es uno de los grandes antecedentes de nuestra literatura cada tanto olvidado porque Quiroga arranca con cuentos violentos, dramáticos, bien escritos. En relación a lo nuevo, incorporar whatsapp en literatura infantil no lo convierte 
en nuevo. Lo nuevo ocurre en la sociedad, hay un chico nuevo, una especie de pequeño dictador sin padres o que los padres no pueden 
dominar. A veces cuando voy a escuelas y los docentes me cuentan que muchos van sin dormir porque están toda la noche con la PlayStation 
y juegan con un chico de España o de México y llegan dormidos a la escuela. O chicos que tienen poco entrenamiento físico y después está el
 chico tiránico, que llora, exigente, como muy egoísta.
–¿Qué cosas le molestan de las modas en literatura para chicos?
–Ya que sea una moda da la idea de no legítimo para la pulsión del escritor. Me parecen problemáticas varias cosas. Uno es el abordaje de l
o político o su no abordaje. Se desarrolló toda una moda de los Derechos Humanos, es un avance pero con cierto reduccionismo de los 
problemas, pero la parte que me parece que está mal resuelta es que parte de la literatura infantil toma a los desaparecidos y los lava 
políticamente, los convierte en “luchadores por la democracia”, un luchador abstracto, lo lavan para hacerlo defendible, no es fácil dar cuenta 
que los desaparecidos eran del ERP y querían el socialismo, eran comunistas, montoneros, sindicalistas, tenían conciencia de la lucha de
 clases, le quitaron contenido, los infantilizaron. De hecho ese discurso está extendido a otros ámbitos, lo que no aparece es que luchaban
 por otra sociedad y que no era capitalista. Al vaciarlo no deja de ser un binomio malo-bueno, se despolitiza la vida del desaparecido, 
del luchador, lo que no aparece es la dimensión anticapitalista.
–Javier Villafañe decía que el chico donde mejor pinta es donde mejor come. ¿También se da en la escritura?
–Lo que se ve yendo a las escuelas es que donde mejores condiciones existen es donde hay un maestro bueno, donde hay alguien dinámico, libre, creativo, buen lector y si por alguna razón se te cruzó en la vida alguien como él o como ella y te dijo este libro o aquel y saliste leyendo. Y a veces en la e
scuela encontrás eso, a veces resulta que el maestro es lector de verdad, encontrás esos que transmiten una pasión y sus alumnos son 
lectores y es increíble el peso que tienen uno de esos individuos. Vas a una escuela y ves a una bibliotecaria que es así y toda la escuela es
 distinta, hasta los mismos docentes recalan en donde está esa persona. Es un fenómeno muy agradable muy lindo y de contagio alrededor
 de esa persona, hay chicos que llevan libros y se lee distinto.
–¿Hay un aprovechamiento comercial del género del terror, implica un descuido estético o está sobrevaluado?
–Hay un aprovechamiento comercial en base a una demanda legítima de los chicos, el terror no lo inventaron este año, en el acervo del cuento
 folclórico y popular el terror está siempre, la experiencia con los límites, con la muerte, la experiencia del vértigo está siempre en todas las
 culturas, está en el Parque de Diversiones, la Montaña Rusa, después que vengan duendes, extraterrestres pertenece a la maniobra comercial pero la demanda existe y el problema que genera es de dosificación, porque el mismo cuento que para un chico lo anula y vive una pesadilla para otro no fue muy terrorífico. Todos tuvimos un abuelo del campo que contaba cuentos sobre
 hombres sin cabeza, es seductor en el sentido del vértigo, cómo te atrae algo que te va a hacer mal.
–¿Cuál es su preocupación en el tratamiento estético de los cuentos, en el  trabajo con la escritura?
–Es lo que me importa más porque lo otro son argumentos. Hay distintos niveles de lo estético en un texto que lee un chico y no sólo pasa por 
la inteligencia de las palabras o la belleza de la unión de ideas que en apariencia no van juntas. Hay una experiencia estética relacionada 
con la inteligencia de la disposición de las cosas también en el chiste, con la sorpresa pero el objeto cuento infantil es estético, entre algunos 
narradores se confunden las cosas. Hay una idea de transmisión de información, da lo mismo hacer una síntesis del argumento, transmisible y
mi idea y la de muchos es que un cuento, un poema, es un objeto autónomo con partes necesarias, imprescindibles que sólo funcionan de esa 
manera. Te cuento la obra de Romeo y Julieta pero lo que valorizamos de verdad es la obra Shakespeare. En literatura infantil a veces se 
transmite de qué se trata, a veces muchos escritores cuentan como si informaran con los materiales del periodismo. Las palabras no son un 
soporte son la literatura, no es un vehículo con el que traigo un argumento. Lo ajeno al mundo del chico me parece imprescindible como
 presencia, si va a leer una aventura en un mundo que no conoce, palabras, posturas, reacciones que no conoce uno quiere visitar esos mundos
 desconocidos, un chico también quiere sentir la novedad de que una palabra con otra es rara. 
–¿En sus viajes hay cosas que lo asombraron?
–Estaba llegando a Rosario en avión y anunciaron que no me baje y cuando bajé del avión estaban todos los personajes de mis libros abajo en
 la pista y tardé en darme cuenta que eran personajes de libros míos y después hicieron una caravana. En un colegio me regalaron una
 Virgen del Valle que pesaba como cuarenta kilos, era de madera maciza. También tuve encuentros con cerca de dos mil chicos juntos y te
 preguntaban cosas propias de un famoso y a mí me gusta plantear la idea de un escritor que se pone todos los días a trabajar, que tiene 
rutinas, que a veces no le salen las cosas. Cuando uno se enfrenta con un grupo de chicos y se dan todos esos roles, el canchero, el gastador, 
el tímido y me pongo a defender al tímido, lo reivindico, cito lo que dice y me embola el pibe canchero. También en las escuelas está “el mejor 
alumno” que es el escritor oficial y está el escritor oculto que es el que te hace una pregunta buena, difícil y después hay mucha cosa afectiva, 
te abrazan. A veces están seis meses leyéndote y sos como un amigo, me costó asumirlo y con los años aprendí a respetar esas preguntas y 
devolver cariño por cariño, el chico te escribe una carta, te abraza y hay que saber recibirlo. 
–¿Cómo evalúa hoy la experiencia de la Revista Mascaró?
–Hace poco me encontré con una poeta y nos acordábamos del día que estuvimos presos por pintar por la aparición con vida de Haroldo
 Conti, fue en 1982 y yo laburaba en Entel. En esa época estaba leyendo mucho a Conti y cuando apareció la idea de juntarnos, hacer una revista,
 tenía claro que ese tenía que ser el nombre. Me pasó una cosa rara, de pronto me olvidé, estábamos buscando nombres con Susana Silvestre, 
Juano Villafañe, Leonor García Hernando y cuando dije Mascaró todos dijeron que sí, que era indudable. Era como una reivindicación de los 
primeros años de democracia, el hecho de conocer a gente como Luis Alonso, vos, pero me confundía estar detrás de lo administrativo, la imprenta,
 los trámites y lo que salía en la revista se mezclaban cosas buenas con el deber generacional, éramos medio setentistas sin serlo, éramos 
jóvenes para la generación de los desaparecidos y tomamos todas esas banderas, cumplimos con eso y no le dimos tanto espacio a lo que 
escribíamos.
–¿Cómo repercuten en usted las políticas del macrismo?
–Lo vivo mal, siento que esto viene para largo con consecuencias graves. La instalación de la derecha, deuda que va a ser fatal, 
consecuencias sociales y está la parte imprevisible, están sembrando violencia, puede ser un período largo, violento, están estimulando un 
 no haber organizado a la gente. A mí me rodea gente kirchnerista y de izquierda, son los que ahora ligan los gases y los palos, el gas pimienta 
aúna al trosko, al de izquierda, al peronista. Lo que no hacen ellos lo hace la derecha, nos junta a todos, ojalá que salga algo de eso. 
Tengo mucha gente cercana al kirchnerismo muy angustiada, los han abandonado, me suena como en los años 70, son una gran cantidad
 de votos pero no tienen organización, no tienen partido, no es un descuido, es una limitación del proyecto político, sino hay partido no hay nada.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Carros construídos com mecânica complexa -o brincar e a física -

O tempo passou para alguns , para outros  não, a periferia e interior  brasileiro ganha com crianças que desde cedo trabalham com a materiais diversos, aplicando princípios básicos de física - resistência dos materiais, assim, como, movimentos sincrônicos e diacrônicos e ainda têm lazer.

Jackson Costa compartilhou a publicação de André Pinto.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Rola Roda



Havia e ainda há na classe mais pobre esse tipo de brinquedo, simples e desenvolvendo a coordenação motora, habilidade motriz, destreza.Mas aonde está o espaço nos centros urbanos? Há nas ruas, calçadas etc Mostre, divulgue!