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domingo, 14 de março de 2010
Indicador ajuda a formular políticas de redução da mortalidade de adolescentes
Índice revela cenário da mortalidade infanto-juvenil
• O IHA aponta que: - Homicídios correspondem a 45% das mortes nessa faixa etária; - O risco para os homens é 12 vezes maior do que para as mulheres; - Negros possuem 2,6 vezes mais probabilidade de serem assassinados; - Armas de fogo aparecem com uma incidência três vezes maior dos que as demais.
• Segundo o IHA, caso as condições permaneçam as mesmas, estima-se que, até 2011, mais de 33 mil adolescentes morrerão por homicídio. Desses, mais de 15 mil nas capitais.
• A partir desse diagnóstico, foi criado um Grupo de Trabalho, formado por gestores municipais, estaduais e federais, para formulação de uma política nacional de redução da mortalidade juvenil
• O IHA aponta que: - Homicídios correspondem a 45% das mortes nessa faixa etária; - O risco para os homens é 12 vezes maior do que para as mulheres; - Negros possuem 2,6 vezes mais probabilidade de serem assassinados; - Armas de fogo aparecem com uma incidência três vezes maior dos que as demais.
• Segundo o IHA, caso as condições permaneçam as mesmas, estima-se que, até 2011, mais de 33 mil adolescentes morrerão por homicídio. Desses, mais de 15 mil nas capitais.
• A partir desse diagnóstico, foi criado um Grupo de Trabalho, formado por gestores municipais, estaduais e federais, para formulação de uma política nacional de redução da mortalidade juvenil
sexta-feira, 12 de março de 2010
Projeto Criança e Consumo, por meio do Instituto Alana
Carta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA (MAR/2010)Em 10.11.2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou Consulta Pública (Consulta Pública 71/06) na qual abriu espaço à sociedade brasileira para apresentação de críticas e sugestões relativas à proposta de Regulamento Técnico sobre oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas cujo objeto seja a divulgação ou promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura trans, sódio e de bebidas com baixo teor nutricional.
Encerrada a etapa de contribuições e consolidada uma versão do documento, em 20.11.2009 realizou-se Audiência Pública, em que representantes de empresas, Estado e sociedade civil realizaram suas últimas observações e avaliações acerca do texto reformulado.
Em 3.3.2010, no entanto, em reunião havida na Agência, na qual estavam presentes o Sr. Dirceu Raposo de Mellho (diretor-presidente da ANVISA) e a Sra. Ana Paula Dutra Massera, comunicou-se nova proposta de Resolução a ser publicada. Em tal documento, haviam sido excluídos os títulos II e III ("Requisitos para propaganda, publicidade ou promoção destinada às crianças" e "Requisitos para distribuição de amostras grátis, cupons de desconto, patrocínio e outras atividades promocionais", respectivamente), constantes na versão original e na versão apresentada em Audiência Pública.
Visando a garantia do cuidado especial para com a infância, o Projeto Criança e Consumo, por meio do Instituto Alana, em 12.3.2010 encaminhou manifestação à ANVISA requerendo: (i) que seja mantido o texto integral originariamente debatido em Audiência Pública; (ii) ou que, na impossibilidade de se manter o texto original, que o novo seja publicado mediante a aprovação, ainda este ano, de Resolução que aborde a promoção comercial de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura trans, sódio e de bebidas com baixo teor nutricional direcionada a crianças. No momento, aguarda-se resposta da Agência.
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Incentive as crianças a ler em bibliotecas de São Paulo
Do Guia da Folha online
Abertas diariamente, as bibliotecas da capital paulista não só oferecem familiarização com a leitura, como promovem atividades especiais. Leia sobre duas delas:
Biblioteca Hans Christian Andersen
A tradicional biblioteca, inaugurada na década de 1950, foi reformada recentemente e ganhou um acervo especializado em contos de fadas. Além da coleção de 17 mil títulos infanto-juvenis, o espaço recebeu novos livros e foi decorado com motivos infantis e estantes no formato de castelos e arco-íris. Conta com uma programação constante de teatro e narração de histórias para os pequenos. Informe-se sobre o local.
Biblioteca Municipal Monteiro Lobato
A mais antiga biblioteca infantil da cidade, criada em 1936, possui cerca de 30 mil títulos infanto-juvenis. Também abriga um acervo com livros, cartas, fotografias e objetos pessoais de Monteiro Lobato --que costumava contar histórias a crianças na biblioteca--, além de um arquivo histórico de literatura infanto-juvenil e livros didáticos e uma gibiteca, inaugurada no final de fevereiro. Informe-se sobre o local.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
O que os olhos não veem
BY REVISTA PONTOCOM
Por Washington Araújo
Jornalista e escritor, mestre em Comunicação pela UnB e escritor
Não há nada melhor que viver a vida neste meu Brasil brasileiro onde o coqueiro dá coco. Ao menos na teoria, viver a vida é bom. Ora, ninguém pode afirmar que o bom é viver a morte, e se existe vida há que se viver. Nada mais óbvio. Marca do novelista global Manoel Carlos, a obra em andamento conta também com histórias reais de superação e tudo contado na eternidade dos 60 segundos logo após o último bloco do capítulo diário de Viver a vida, a novela.
Em breve a novela seguirá para seu fim e até o momento quase nada tem sido escrito por especialistas da mídia sobre as aberrações que o folhetim apresenta. Mau-caratismo, traição, adultério, ciúme, inveja, alcoolismo e uso de drogas se apresentam no horário nobre toda santa noite como aperitivo antes do desbunde geral em que se transformou o que já não era bom, o famigerado Big Brother Brasil.
As “vinhetas de superação” trazendo ao horário nobre gente sofrida, abandonada, envolvida nas drogas ou no crime, pessoas portadoras de necessidades especiais e vítimas de todo tipo de violência, testemunham como foi bom ter dado a volta por cima. Porque nesse horário somente essas pessoas sabem como é viver a vida, enfrentar os desafios, superar as debilidades. Na novela tudo é caricato, tosco e apelativo. Personagens quando choram parecem estar gargalhando por dentro, e quando falam de amor optam pelo desamor, focam as desilusões e nossas pequenas tragédias humanas.
A realidade no folhetim é absolutamente virtual. Basta ver a favela de Viver a vida. Tem até jantar à luz de velas. Balas perdidas? Existe isso? Onde? Quem? O hospital do Dr. Moretti é imenso pátio de diversões onde os médicos estão sempre na lanchonete, colocando em dia seus problemas amorosos e nunca incomodados por pacientes alquebrados, gente entre a vida e a morte como é tão comum e mesmo rotineiro em hospitais. A pousada de Búzios tem clima de Copacabana Palace. Tudo na pousada é muito limpo, decoração de primeira, natureza exuberante, ninguém parece trabalhar mas tudo está sempre nos trinques e hospedes que é bom, se existem, não dão as caras. Faltou a Manoel Carlos a vivência de um feriadão em pousada de Salvador, Porto Seguro, Natal ou Florianópolis.
Trabalho infantil
Viver a vida é um vale de lágrimas do início ao fim. As pessoas choram sem parcimônia. E com gosto. Há aquela que chora porque não consegue parar de beber. Há aquela outra que chora porque está tetraplégica. Outra chora porque não consegue consumar o adultério. Há quem chore porque é abandonada pelo noivo há poucas horas do casamento. Outra chora porque o marido não aceita conviver em harmonia com os enteados, filhos do primeiro casamento. Tem quem chore porque a irmã tetraplégica recebe mais atenção da mãe e das irmãs. Há quem chore porque os filhos gêmeos estão apaixonados pela mesma pessoa. Tem quem chore por acreditar que uma pessoa tetraplégica não pode fazer ninguém feliz. É o folhetim dos vilões-fashion, gente descolada, rica e que prefere viver a vida na base de quanto mais fútil for a vida, melhor.
Até aqui nada de muito novo. O que não entendo é as autoridades responsáveis pela proteção da infância e da adolescência deixarem uma graciosa menina de apenas oito anos de idade interpretar uma vilã. É o que acontece com a Rafaela interpretada pela espertíssima Klara Castanho. Vemos todas as noites sua infância sendo roubada. Assistimos impassíveis ao seqüestro de uma inocência que deveria ser preservada, inicialmente por seus pais, depois por esse veículo de comunicação que é uma concessão pública chamada televisão e depois pelo pessoal do judiciário, das tais varas da Criança e do Adolescente.
Rafaela se pinta com as cores da vida adulta, se veste insinuante como é comum aos jovens, é a cara do consumo-mirim sempre instigando sua mãe a comprar isso e aquilo mesmo que não tenha rendimento para tal. O pior nem é isso. O pior é o retrato de criança manipuladora e sensual, chantagista e dona de opinião sobre assuntos bem complexos para mente em formação como é o caso de aborto, mãe esperando segundo filho, vida de mãe solteira e testemunha de tórrida cena de adultério.
Será que ninguém observa nada disso? Será que ninguém vai trazer à mesa a discussão sobre trabalho infantil em programas para público adulto como é uma novela das oito? Será que toda e qualquer manifestação artística é passível de ser exercida por crianças e adolescentes? Pelo andar da carruagem não me causará espanto se em capítulo futuro a pequena Rafaela se transformar em psicopata-mirim.
Mercado e audiência
É que ninguém está nem aí para colocar em prática dispositivos como o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13/7/1990), calhamaço que conta com impressionantes 267 artigos. Destes faço questão de enunciar apenas seu Artigo 3º:
“A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.”
A caracterização dada à personagem Rafaela faculta à atriz-mirim Klara Castanho seu desenvolvimento “mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”? A meu ver, se dá exatamente o contrário. Rafaela é tratada como coisa a ser transportada na vida cheia de peripécias de sua mãe Dora; interpõe-se com protagonismo principal na relação de sua mãe com quem poderia ser seu bisavô, o romântico Maradona, dono da pousada; os diálogos de Dora com Rafaela se sustentam em mentiras escancaradas e em meias verdades; os olhares de “brinquedo assassino” de Rafaela ao iniciar sua precoce carreira de chantagista mirim com a principal protagonista do folhetim, Helena, não deixam dúvidas que coisa muito mais escabrosa vem pela frente.
Enquanto a trama se desenrola, Rafaela passa a freqüentar com maior insistência o imaginário de milhões de crianças da mesma idade vindo a se tornar um modelo infantil a ser seguido com toda sua carga de manipulação e astúcia poucas vezes vista em personagens adultas. E não encontramos contraponto. Isso acontece porque levantar qualquer bandeira que vise proteger a integridade moral e a dignidade de uma criança explorada por um folhetim global é quase cometer crime de lesa-pátria. E não faltarão pessoas a torcerem o nariz para esse meu texto sob o pretexto de que seria incitação à censura. Nada mais ridículo que isso.
O ponto é que enquanto o Deus-Audiência estiver em seu trono nada poderá mudar. Nem que preceitos constitucionais sejam violados e que sejam arquivadas no baú das coisas imprestáveis imagens de crianças inocentes, bondosas, cheias de compaixão, educadas, inteligentes, respeitadoras dos mais velhos… e tantos outros predicados do tempo em que andar a pé era novidade.
Fonte – Observatório da Imprensa
Por Washington Araújo
Jornalista e escritor, mestre em Comunicação pela UnB e escritor
Não há nada melhor que viver a vida neste meu Brasil brasileiro onde o coqueiro dá coco. Ao menos na teoria, viver a vida é bom. Ora, ninguém pode afirmar que o bom é viver a morte, e se existe vida há que se viver. Nada mais óbvio. Marca do novelista global Manoel Carlos, a obra em andamento conta também com histórias reais de superação e tudo contado na eternidade dos 60 segundos logo após o último bloco do capítulo diário de Viver a vida, a novela.
Em breve a novela seguirá para seu fim e até o momento quase nada tem sido escrito por especialistas da mídia sobre as aberrações que o folhetim apresenta. Mau-caratismo, traição, adultério, ciúme, inveja, alcoolismo e uso de drogas se apresentam no horário nobre toda santa noite como aperitivo antes do desbunde geral em que se transformou o que já não era bom, o famigerado Big Brother Brasil.
As “vinhetas de superação” trazendo ao horário nobre gente sofrida, abandonada, envolvida nas drogas ou no crime, pessoas portadoras de necessidades especiais e vítimas de todo tipo de violência, testemunham como foi bom ter dado a volta por cima. Porque nesse horário somente essas pessoas sabem como é viver a vida, enfrentar os desafios, superar as debilidades. Na novela tudo é caricato, tosco e apelativo. Personagens quando choram parecem estar gargalhando por dentro, e quando falam de amor optam pelo desamor, focam as desilusões e nossas pequenas tragédias humanas.
A realidade no folhetim é absolutamente virtual. Basta ver a favela de Viver a vida. Tem até jantar à luz de velas. Balas perdidas? Existe isso? Onde? Quem? O hospital do Dr. Moretti é imenso pátio de diversões onde os médicos estão sempre na lanchonete, colocando em dia seus problemas amorosos e nunca incomodados por pacientes alquebrados, gente entre a vida e a morte como é tão comum e mesmo rotineiro em hospitais. A pousada de Búzios tem clima de Copacabana Palace. Tudo na pousada é muito limpo, decoração de primeira, natureza exuberante, ninguém parece trabalhar mas tudo está sempre nos trinques e hospedes que é bom, se existem, não dão as caras. Faltou a Manoel Carlos a vivência de um feriadão em pousada de Salvador, Porto Seguro, Natal ou Florianópolis.
Trabalho infantil
Viver a vida é um vale de lágrimas do início ao fim. As pessoas choram sem parcimônia. E com gosto. Há aquela que chora porque não consegue parar de beber. Há aquela outra que chora porque está tetraplégica. Outra chora porque não consegue consumar o adultério. Há quem chore porque é abandonada pelo noivo há poucas horas do casamento. Outra chora porque o marido não aceita conviver em harmonia com os enteados, filhos do primeiro casamento. Tem quem chore porque a irmã tetraplégica recebe mais atenção da mãe e das irmãs. Há quem chore porque os filhos gêmeos estão apaixonados pela mesma pessoa. Tem quem chore por acreditar que uma pessoa tetraplégica não pode fazer ninguém feliz. É o folhetim dos vilões-fashion, gente descolada, rica e que prefere viver a vida na base de quanto mais fútil for a vida, melhor.
Até aqui nada de muito novo. O que não entendo é as autoridades responsáveis pela proteção da infância e da adolescência deixarem uma graciosa menina de apenas oito anos de idade interpretar uma vilã. É o que acontece com a Rafaela interpretada pela espertíssima Klara Castanho. Vemos todas as noites sua infância sendo roubada. Assistimos impassíveis ao seqüestro de uma inocência que deveria ser preservada, inicialmente por seus pais, depois por esse veículo de comunicação que é uma concessão pública chamada televisão e depois pelo pessoal do judiciário, das tais varas da Criança e do Adolescente.
Rafaela se pinta com as cores da vida adulta, se veste insinuante como é comum aos jovens, é a cara do consumo-mirim sempre instigando sua mãe a comprar isso e aquilo mesmo que não tenha rendimento para tal. O pior nem é isso. O pior é o retrato de criança manipuladora e sensual, chantagista e dona de opinião sobre assuntos bem complexos para mente em formação como é o caso de aborto, mãe esperando segundo filho, vida de mãe solteira e testemunha de tórrida cena de adultério.
Será que ninguém observa nada disso? Será que ninguém vai trazer à mesa a discussão sobre trabalho infantil em programas para público adulto como é uma novela das oito? Será que toda e qualquer manifestação artística é passível de ser exercida por crianças e adolescentes? Pelo andar da carruagem não me causará espanto se em capítulo futuro a pequena Rafaela se transformar em psicopata-mirim.
Mercado e audiência
É que ninguém está nem aí para colocar em prática dispositivos como o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13/7/1990), calhamaço que conta com impressionantes 267 artigos. Destes faço questão de enunciar apenas seu Artigo 3º:
“A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.”
A caracterização dada à personagem Rafaela faculta à atriz-mirim Klara Castanho seu desenvolvimento “mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”? A meu ver, se dá exatamente o contrário. Rafaela é tratada como coisa a ser transportada na vida cheia de peripécias de sua mãe Dora; interpõe-se com protagonismo principal na relação de sua mãe com quem poderia ser seu bisavô, o romântico Maradona, dono da pousada; os diálogos de Dora com Rafaela se sustentam em mentiras escancaradas e em meias verdades; os olhares de “brinquedo assassino” de Rafaela ao iniciar sua precoce carreira de chantagista mirim com a principal protagonista do folhetim, Helena, não deixam dúvidas que coisa muito mais escabrosa vem pela frente.
Enquanto a trama se desenrola, Rafaela passa a freqüentar com maior insistência o imaginário de milhões de crianças da mesma idade vindo a se tornar um modelo infantil a ser seguido com toda sua carga de manipulação e astúcia poucas vezes vista em personagens adultas. E não encontramos contraponto. Isso acontece porque levantar qualquer bandeira que vise proteger a integridade moral e a dignidade de uma criança explorada por um folhetim global é quase cometer crime de lesa-pátria. E não faltarão pessoas a torcerem o nariz para esse meu texto sob o pretexto de que seria incitação à censura. Nada mais ridículo que isso.
O ponto é que enquanto o Deus-Audiência estiver em seu trono nada poderá mudar. Nem que preceitos constitucionais sejam violados e que sejam arquivadas no baú das coisas imprestáveis imagens de crianças inocentes, bondosas, cheias de compaixão, educadas, inteligentes, respeitadoras dos mais velhos… e tantos outros predicados do tempo em que andar a pé era novidade.
Fonte – Observatório da Imprensa
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Jane Austen é para crianças?
alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442247515581718562" />BY http://www.dzai.com.br/livrolivre/blog/livrolivre
Jane Austen é para crianças?
Muitas pessoas acreditam que os gêneros: infantil, infantojuvenil, juvenil e o jovem adulto fazem parte de uma grande massa de livros coloridos que devem ficar no mesmo canto da livraria. O descaso com os jovens leitores chega ao ponto de vermos adolescentes ao lado de crianças pequenas se empurrando para tentar achar os livros que cada um deseja de ler.
A falta de atenção com o espaço de cada leitor chegou ao extremo. Encontrei o livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen no meio de livros infantis. O livro não estava ali por acaso, havia sido cuidadosamente colocado ali por funcionários da loja e a capa do livro não deixa dúvidas que o conteúdo não é exatamente para crianças.
O caso é extremo, mas não é isolado. O cuidado necessário ao organizar os livros em uma livraria de modo que todos possam encontrar o que procuram sem ter que pedir ajuda ao funcionário - que raramente vai saber explicar.
É compreensível que nem todas as livraria tem o espaço físico disponível na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em SP e, portanto, não podem criar espaços distintos e delimitados para cada gênero. Mas dentro do espaço disponível de cada livraria é possível respeitar as diferenças e criar um local em que crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos possam encontrar o que querem sem medo de levar - enganados - Orgulho e Preconceito para casa.
Votos: 0
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Assim não dá! Usar a TV na Educação Infantil sem propósito Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br). Com reportagem de Rita Trevisan

Exibir os programas comerciais, que poderiam ser vistos pelos pequenos em casa e sozinhos, não é papel das instituições de Educação Infantil. Sua função é, antes de mais nada, propor atividades que acrescentem informações variadas às crianças. Por isso, a TV deve servir para passar filmes e seriados que não estejam ao alcance da maioria e ser uma ferramenta de aprendizagem.
Para aproveitar o instrumento como parceiro na creche ou na pré-escola, o educador precisa garantir que aquela programação faça parte da proposta pedagógica. Para orientar se a escolha vale ser feita, alguns pontos podem ser levados em conta: o filme exibido às crianças é de qualidade? Qual mediação será feita para que os pontos de interesse sejam bem explorados? O tempo de exibição para atingir os resultados esperados está apropriado ou exagerado? Qual o efeito educativo daquela atividade? E seu objetivo?
Tendo essas preocupações em mente, e articulando esse material a outras linguagens, como contação de histórias, artes visuais, teatro e música, a TV entra como um dos possíveis elementos de apoio - e não o único a ser usado.
Passar o mesmo filme dezenas de vezes para agradar as crianças, que gostam de repetições, pode ser uma armadilha. Se o professor não colabora para o aumento de repertório de conhecimentos da turma, acrescentar a TV na rotina passa a ser uma perda de tempo.
Consultoria Ana Paula Soares da Silva, pesquisadora do Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil (Cindedi) da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, SP.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
PIPAS
AS PIPAS SEMPRE FORAM E PERMANECEM COMO RITUALÍSTICA EM ALGUNS PAÍSES DO ORIENTE
VEJAM:
BEIRUT. Ceremonia por las víctimas del accidente del avión de Ethiopian Airlines, que se estrelló en la costa el 25 de enero con 90 personas a bordo. (EFE) EL CLARIN DE HOJE 02.02.2010
VEJAM:
BEIRUT. Ceremonia por las víctimas del accidente del avión de Ethiopian Airlines, que se estrelló en la costa el 25 de enero con 90 personas a bordo. (EFE) EL CLARIN DE HOJE 02.02.2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Os videogames e o desenvolvimento cerebral
Os videogames e o desenvolvimento cerebral
24 de janeiro de 2010| 9h53| Tweet este Post
Por Rafael Cabral
Um estudo publicado no jornal acadêmico Cerebral Córtex mostrou que a habilidade em videogames depende, em grande escala, do desenvolvimento de setores do cérebro relacionados à capacidade motora e à multifuncionalidade – e também que jogar mais não ajuda muito no fortalecimento dessas áreas. Ou seja: pode cortar essa desculpa.
O estudo testou 29 homens e 10 mulheres, pedindo que elas jogassem o game Space Fortress, criado para a pesquisa. Pela única imagem divulgada, o jogo parece um dos primeiros (e mais toscos) cartuchos do Atari – mas jogabilidade e beleza, com certeza, não estavam entre as prioridades dos desenvolvedores. O game tem o propósito de testar habilidades específicas do cérebro, com as pessoas tendo que alcançar a pontuação mais alta e, ao mesmo tempo, lidar com mudanças de objetivos durante a partida.
Com as imagens da atividade cerebral em mãos, os pesquisadores focaram em duas áreas: as responsáveis pelas capacidades motoras e multifuncionalidade (núcleo caudado e putâmen) e aquela pela qual entendemos as noções de recompensa e punição (o núcleo accumbens). Tudo isso pra quê, afinal? Para confirmar que pessoas que pessoas que entendem melhor o que é bom ou ruim dentro do jogo se dão melhor no final, enquanto os multifuncionais lidam melhor com a troca de prioridades.
O resultado diz que um quarto das performances dos gamers pode ser medida, acredite, pelo tamanho dessas áreas no cérebro de cada um. O objetivo é usar esses dados para desenvolver métodos de aprendizado diferentes para cada perfil e para tratamentos neurológicos.
24 de janeiro de 2010| 9h53| Tweet este Post
Por Rafael Cabral
Um estudo publicado no jornal acadêmico Cerebral Córtex mostrou que a habilidade em videogames depende, em grande escala, do desenvolvimento de setores do cérebro relacionados à capacidade motora e à multifuncionalidade – e também que jogar mais não ajuda muito no fortalecimento dessas áreas. Ou seja: pode cortar essa desculpa.
O estudo testou 29 homens e 10 mulheres, pedindo que elas jogassem o game Space Fortress, criado para a pesquisa. Pela única imagem divulgada, o jogo parece um dos primeiros (e mais toscos) cartuchos do Atari – mas jogabilidade e beleza, com certeza, não estavam entre as prioridades dos desenvolvedores. O game tem o propósito de testar habilidades específicas do cérebro, com as pessoas tendo que alcançar a pontuação mais alta e, ao mesmo tempo, lidar com mudanças de objetivos durante a partida.
Com as imagens da atividade cerebral em mãos, os pesquisadores focaram em duas áreas: as responsáveis pelas capacidades motoras e multifuncionalidade (núcleo caudado e putâmen) e aquela pela qual entendemos as noções de recompensa e punição (o núcleo accumbens). Tudo isso pra quê, afinal? Para confirmar que pessoas que pessoas que entendem melhor o que é bom ou ruim dentro do jogo se dão melhor no final, enquanto os multifuncionais lidam melhor com a troca de prioridades.
O resultado diz que um quarto das performances dos gamers pode ser medida, acredite, pelo tamanho dessas áreas no cérebro de cada um. O objetivo é usar esses dados para desenvolver métodos de aprendizado diferentes para cada perfil e para tratamentos neurológicos.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
PIAGET LINO DE MACEDO - O JOGO
domingo, 24 de janeiro de 2010
Livro traz o olhar das crianças de 192 países
http://www.revistapontocom.org.br/?p=2277
O mundo por meio dos olhos das crianças. Pelo menos, é o que pretende mostrar o livro Art in All of Us, que reúne fotos, desenhos e poemas de crianças dos 192 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A obra é resultado de cinco anos de trabalho e do envolvimento de 18 mil crianças.
Publicada por iniciativa da ONG belga que leva o mesmo nome do livro, a iniciativa traz, por meio do vasto material, informações sobre a real situação das crianças. A ideia é incentivar o direito de toda criança à liberdade de expressão, tal como previsto pelo artigo 13 da Convenção de Direitos da Criança, cujo vigésimo aniversário foi comemorado no ano passado.
Saiba mais sobre o projeto e a ONG
As fotos são do fotógrafo belga Anthony Asael.
Confira alguns trabalhos:

- No Brasil, uma menina desenha como vê o país

- ‘Temos vulcões, temos geleiras, temos lagos, temos lava, temos cachoeiras, tudo em uma só ilha’, escreve menino islandês de 12 anos
- No Afeganistão, apenas 53% das crianças estão matriculadas no ensino fundamental, apesar de 54% da população ter menos de 18 anos

- ‘Benin, meu país querido, país da calma democracia, país da tranquilidade e da fraternidade, país da solidariedade e da convivência’, escreve uma garota de 10 anos

- No poema que acompanha a foto da Grã-Bretanha, uma menina de 10 anos fala da preocupação com a obesidade: ‘Comer na loja de fish and chips… olha o que acontece, eu ganho pneus no quadril’

- No livro, as crianças afegãs retratam a vida no interior do país. ‘Amo este país e seus campos… Amo os rios, amo os fazendeiros, amo os pastores’, escreve uma menina de 10 anos

- A ilustração de um garoto de 10 anos mostra as marges do rio Tâmisa, em Londres. Para o fotógrafo Anthony Asael, crianças se expressam melhor através de desenhos
O mundo por meio dos olhos das crianças. Pelo menos, é o que pretende mostrar o livro Art in All of Us, que reúne fotos, desenhos e poemas de crianças dos 192 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A obra é resultado de cinco anos de trabalho e do envolvimento de 18 mil crianças.
Publicada por iniciativa da ONG belga que leva o mesmo nome do livro, a iniciativa traz, por meio do vasto material, informações sobre a real situação das crianças. A ideia é incentivar o direito de toda criança à liberdade de expressão, tal como previsto pelo artigo 13 da Convenção de Direitos da Criança, cujo vigésimo aniversário foi comemorado no ano passado.
Saiba mais sobre o projeto e a ONG
As fotos são do fotógrafo belga Anthony Asael.
Confira alguns trabalhos:

- No Brasil, uma menina desenha como vê o país

- ‘Temos vulcões, temos geleiras, temos lagos, temos lava, temos cachoeiras, tudo em uma só ilha’, escreve menino islandês de 12 anos
- No Afeganistão, apenas 53% das crianças estão matriculadas no ensino fundamental, apesar de 54% da população ter menos de 18 anos
- ‘Benin, meu país querido, país da calma democracia, país da tranquilidade e da fraternidade, país da solidariedade e da convivência’, escreve uma garota de 10 anos

- No poema que acompanha a foto da Grã-Bretanha, uma menina de 10 anos fala da preocupação com a obesidade: ‘Comer na loja de fish and chips… olha o que acontece, eu ganho pneus no quadril’

- No livro, as crianças afegãs retratam a vida no interior do país. ‘Amo este país e seus campos… Amo os rios, amo os fazendeiros, amo os pastores’, escreve uma menina de 10 anos

- A ilustração de um garoto de 10 anos mostra as marges do rio Tâmisa, em Londres. Para o fotógrafo Anthony Asael, crianças se expressam melhor através de desenhos
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Educação para o consumo
http://www.midiativa.tv/blog/?p=67318/01/2010
Por Maria Inês Dolci
Precisamos de uma nova geração de consumidores que lute por seus direitos e exija práticas cidadãs das empresas públicas e privadas
Quantos de nós, ao volante, já fomos repreendidos por nossos filhos ao mínimo deslize -buzinar, acelerar muito o carro, discutir com outros motoristas? Onde eles aprenderam que o trânsito poderia ser mais civilizado, se todos se comportassem como cidadãos?
Principalmente na escola.
É lá que as crianças e adolescentes discutem, também, a importância de preservar o ambiente, fazem votações simuladas e recebem noções de responsabilidade social.
Concluo, então, que educação para o consumo deveria constar do currículo obrigatório. Os alunos aprenderiam, nessa disciplina, a diferença entre pagamento à vista e a prazo, a calcular uma taxa de juros simples e quais são os direitos básicos do consumidor.
Começariam, desde cedo, a se vacinar contra o consumismo, o desejo compulsivo de comprar em substituição a outras emoções e gratificações da vida.
Esse ensino poderia ser vinculado a outras disciplinas, como matemática (juros, taxas de cadastro), ciências (por que produtos de época, como frutas e legumes, são mais baratos e saudáveis), história (a evolução do consumidor e de seus direitos ao longo do tempo), educação física e esportes (os direitos do torcedor).
Ao lado da defesa do ambiente, a conscientização do consumidor é um dos principais desafios das sociedades modernas. Ao escolher produtos e serviços, estamos, também, dizendo sim ou não a práticas ambientais nocivas, ao trabalho infantil, à precarização do emprego, aos acidentes de consumo, dentre outros problemas gravíssimos de nossos dias.
Comprador consciente também sabe dos malefícios do contrabando, da economia informal, da sonegação de impostos.
Governos costumam gastar fortunas -nossas!- em propagandas de suas administrações. Quantas vezes vocês, leitores, viram anúncios oficiais que estimulassem o consumo consciente? Provavelmente nunca, porque não dão votos, ou incomodam financiadores de campanha.
Cabe aos pais, então, se mobilizar para cobrar isso dos políticos nos quais votam e das escolas nas quais seus filhos estudam. Precisamos, urgentemente, de uma nova geração de consumidores conscientes, pronta para lutar por seus direitos e exigir práticas mais cidadãs (de verdade, não somente no marketing) das empresas públicas e privadas.
É verdade que essa conscientização tenderá a se multiplicar e a invadir áreas como a política, os direitos dos eleitores. Políticos não gostam muito disso, mas uma sociedade só se torna desenvolvida quando cada um conhece seus direitos e deveres.
Quando motoristas e pedestres respeitam os semáforos, as faixas de segurança. E quando cidadãos não precisam ser proibidos de fumar em locais fechados, não furam filas e exigem tratamento digno de fabricantes e lojistas. Pessoas assim não compram produtos sem nota e reciclam o lixo. Não jogam papel pela janela do carro ou do ônibus.
Desenvolvimento de verdade é isso. O resto é mania de grandeza ou demagogia.
Folha de S. Paulo, Vitrine, 16/1/2010
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/vitrine/vi1601201003.htm
Cinderela larga príncipe e Branca de Neve toma Prozac em livro na Espanha
Cinderela na versão de Nunila López e Myriam Cameros (Foto: Editora Planeta/Divulgação)Anelise Infante
De Madri para a BBC Brasil
Cinderela na versão de Nunila López e Myriam Cameros (Foto: Editora Planeta/Divulgação)
Um livro no qual Cinderela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e larga o príncipe encantado, e em que sua amiga Branca de Neve usa Prozac para combater a depressão, se tornou um dos maiores sucessos de venda das últimas semanas na Espanha.
A obra La Cenicienta que no Queria Comer Perdices (“A Cinderela que não queria comer perdizes”, em uma alusão ao tradicional final de contos em espanhol, que acabam com a frase “foram felizes e comeram perdizes”) vendeu mais de 50 mil exemplares no país nas seis primeiras semanas após seu lançamento.
A história foi criada quase que por brincadeira pela escritora Nunila López Salamero e pela desenhista Myriam Cameros Sierra.
Elas contam que ofereceram o livro a várias editoras espanholas e não receberam nem um e-mail como resposta.
Com a ajuda de amigas e de associações de combate à violência contra a mulher, López e Cameros juntaram dinheiro em coletas para a primeira publicação e o sucesso foi imediato.
Receberam apoio de intelectuais espanhóis e chamaram a atenção de uma das maiores editoras da Espanha, a Planeta, que publicou o texto.
Outras princesas
A Cinderela espanhola do século 21 percebe que era uma mulher maltratada pela madrasta e suas irmãs, abandonada pelo pai, forçada a estar magra para caber em roupas de tamanho 38 e que o príncipe, depois que se tornou seu marido, era um mandão e eterno insatisfeito.
No livro, a renovada Gata Borralheira ainda se reencontra com suas amigas princesas que também estão em nova fase e com outros personagens de contos clássicos que decidem mudar de vida.
A Bela Adormecida explica como acordou sozinha, Branca de Neve sai da depressão, deixa o Prozac (remédio ansiolítico) e resolve se bronzear até ficar morena.
“(O livro) é dedicado a todas as mulheres valentes que querem mudar de vida”, explicam as autoras.
Ele deverá ser lançado no Brasil em 2010, mas ainda sem previsão de data, nem título definitivo.
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